A prisão dos autores de furto esbarra na ausência de testemunhas presenciais que sirvam de prova para relacionar o delito ao autor. Normalmente, o responsável só vai preso se for flagrado. O trabalho penoso da Polícia Civil, no entanto, tem sido driblado com os “olhos eletrônicos”, informa o titular do 3.º Distrito Policial, Silberto Sevilha Martins.
De acordo com ele, as câmeras de monitoramento têm substituído a prova legal e ajudado a reduzir a incidência de furto, que caiu 15% de junho para julho deste ano. “Roubo é mais fácil, porque tem a presença física do autor com a vítima. Tem ainda um remédio jurídico, que são as prisões preventivas e temporárias, o que não acontece com o furto. Só se for flagrado”, reitera.
Silberto explica que a quebra das vitrines tornou-se a ação mais comum, no caso dos furtos, normalmente praticados por adolescentes. No entanto, a Polícia Civil investiga também ocorrências registradas na zona Sul, que seriam cometidas, inclusive, por gente de fora da cidade. Inicialmente, tais delitos estavam mais concentrados na avenida Nossa Senhora de Fátima. Depois, migraram para a avenida Getúlio Vargas. Hoje preocupam mais nas imediações do Bauru Shopping Center.
Tais informações, porém, não chegaram ao conhecimento da Associação dos Lojistas do Bauru Shopping, informa o presidente da entidade, Cássio Carvalho.