O motorista Valdemir Paulucio afirma que não negou socorro à dona de casa Roseli Vaz Ferreira, na madrugada de sábado, quando ela deu à luz sua filha, na calçada da Maternidade Santa Isabel. Na ocasião, o lavrador Cícero Rodrigues de Novais, 34 anos, marido de Roseli, registrou boletim de ocorrência (BO) contra o motorista da ambulância da Prefeitura de Avaí por omissão de socorro.
De acordo com Paulucio, Roseli teria vindo de Avaí para Bauru no banco do acompanhante da ambulância, ao invés de deitar-se na maca, na parte de trás, porque teria afirmado estar “bem”. O motorista relata que, durante a viagem, recebeu outro chamado de emergência em Avaí e avisou o casal que, depois de deixá-los na maternidade, precisaria retornar para buscar outro paciente, já que a outra ambulância da prefeitura também estava em trânsito.
“Quando cheguei lá (na maternidade), perguntei: ‘Você está bem, quer descer na maca, quer que eu encoste na (entrada de) Emergência?’ Ela se recusou a descer na maca e disse que estava tudo bem. Na minha frente, tinha outra ambulância, eu parei atrás. Ela desceu caminhando normal, andou dez passos e nasceu a criança”, relata Paulucio.
Ele nega que tenha arrancado com o veículo logo que o casal desceu. “Eu falei que estava voltando (para Avaí) para uma emergência”, defende-se. O motorista frisa que os avisou que ligaria para o colega da outra ambulância e que um dos veículos retornaria para buscar o marido e a irmã da dona de casa.
“Quando ela caiu, eles tentaram segurar e erguê-la, e eu disse ‘Não mexe com ela, porque se você pegar de mau jeito, pode até machucar essa criança. Deixa os enfermeiros, que são capacitados’”, afirma o motorista, que garante trabalhar há oito anos na função.
Anteontem a Maternidade Santa Isabel informou que tanto a mãe quanto a criança passam bem.