Um dos temas mais polêmicos em relação à China, o ambiente, é abordado em folder disponibilizado no estande dos organizadores da Olimpíada. Apesar da tonalidade cinzenta exibida por Pequim a poucos dias dos Jogos, o folheto explica que o governo investiu nos últimos anos mais de 550 bilhões de yuans (US$ 80 bilhões) na proteção ao ambiente. O argumento é que deve haver um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e social e a preservação do ambiente e dos recursos naturais.
O objetivo é diminuir em 10%, até 2010, a emissão do monóxido de carbono e do dióxido sulfúrico, dois poluentes acima do nível ideal no país, em relação aos valores de 2005. Um texto aponta que a emissão de monóxido de carbono vem diminuindo no país. Entre os motivos estão o tratamento do lixo e o fato de mais de 1.400 indústrias terem diminuído a emissão de poluentes.
Foram instituídas metas às indústrias em relação à emissão do dióxido sulfúrico, com a fixação de tetos ideais. Até o final do ano, a idéia é que as maiores poluidoras sejam equipadas com aparelhos de monitoramento on-line. Sobre a poluição gerada pelos automóveis, o leitor é informado de que o governo chinês incentiva o desenvolvimento de motores que emitam menos monóxido de carbono.
Ontem, o vice-presidente do Comitê Olímpico Australiano, Peter Montgomery, afirmou que os atletas têm livre-arbítrio para participar ou não dos Jogos por conta da poluição: “Não haverá pressão para que participem’’.
O grupo ambientalista Greenpeace questiona as informações do governo chinês. “As emissões de PM10 não cumprem os limites nacionais. O que dizer daqueles da Organização Mundial de Saúde?’’, disse Lo Sze Ping, diretor do Greenpeace na China. PM10 são partículas procedentes dos carros e da indústria que podem causar diversos problemas e até matar.