Tribuna do Leitor

(Des) igualdade social


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O caos generalizado. País onde a justiça social deprecia-se cada vez mais; nação desprovida de governantes sedentos por justiça, porém, pátria repleta de cidadãos dispostos a fazê-la. O que antes era dever dos eleitos, hoje se apresenta como mais uma “opção” da área de atuação das ONGs, as quais oferecem melhores condições de vida, proporcionando a inclusão social.

Falta-nos coerência com o significado da palavra (“já extinta”) justiça, pois os verdadeiros detentores do poder é que deveriam pôr em prática a inclusão, hoje demonstrada a partir de verdadeiras exclusões das classes desfavorecidas; com falta de oportunidades.

O “deus” Lula a tudo espreita “minuciosamente”, como mero observador de uma peça teatral, da qual não faz parte e não possui qualquer incumbência. Implementa projetos sociais deficitários (não em sua teoria, mas em sua execução) a favorecer ainda poucos; portanto, com escasso retorno positivo.

Em um país com tantas leis ineficientes, com alguns tantos políticos desinteressados da sociedade (porém, interessados nos votos que essa lhes proporciona), acreditar em igualdade é utopia. Como acreditar na burguesia que nos rouba até a opção de escolha? Onde a elite que luta por causas sociais é quem causa tamanha desigualdade?

Tentativas (será que ao menos tentam?) frustradas: o sonho brasileiro da igualdade, do fim das diferenças se esvai por entre os dedos da pequena mão estendida nos semáforos. Ironia: se nada for feito a fim de atenuar os contrastes, mais conseqüências surgirão, pois a mão que hoje clama é a mesma que amanhã mata.

Natália Picirili - estudante - RG 33.194.857-6

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