Polícia

Linha com cerol fere nariz de motociclista na Bernardino

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Com um corte profundo no nariz, o técnico de manutenção Edir de Oliveira Chaves, 28 anos, esteve bem perto de uma tragédia no início da tarde de ontem, em Bauru. Ao dirigir sua motocicleta para o trabalho, na quadra 25 da rua Bernardino de Campos, ele foi atingido por uma linha com cerol – mistura de vidro moído com cola, que deixa a linha das pipas cortante.

Como a viseira de seu capacete estava aberta, a linha acabou entrando e cortando o seu nariz. “Eu senti uma dor no nariz e pensei que fosse uma abelha. Bati a mão e percebi que era uma linha. Quando tirei o capacete, estava sangrando muito. Procurei ajuda com uns amigos e fui para o Pronto-Socorro Central (PSC)”, conta.

Na unidade de urgência e emergência, ele passou pela sutura e levou seis pontos. “Ainda bem que estava com a viseira um pouco aberta. Se a linha descesse, poderia cortar o meu pescoço”, diz. Após o susto, ele considera adotar alguma medida de segurança. “Vou pensar seriamente em instalar a antena”, afirma.

Para o cirurgião Humberto Novais, que atende no PSC, os cortes provocados por linhas embebidas em cerol são sazonais e neste período de férias tendem a aumentar. “O perigo maior é para o motociclista. O pedestre pode se desvencilhar, mas o motociclista pode ter a face, o olho atingido. E se a lesão for no pescoço, o risco pode ser até de morte”, pondera.

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