Um dia após um motociclista ter sido ferido com linha de pipa com cerol quando transiava pelo quarteirão 26 da rua Bernardino de Campos, na Vila Alto Paraíso, em Bauru, a Polícia Militar (PM) realizou ontem uma fiscalização visando coibir o uso do cortante na região. Os policiais da Base Comunitária Oeste, que percorreram vários pontos tradicionais para empinar pipa, apreenderam 14 latas contendo cerol, a mistura de vidro moído com cola.
Também apreenderam nove pipas que já estavam com o cortante. Num trabalho de orientação de que o uso do cerol é crime e pode resultar em morte, os policiais qualificaram oito adolescentes que estavam com o brinquedo com cortante e 10 adultos, responsáveis por eles. De acordo com o tenente Rodrigo de Ângelo, comandante da Base Oeste, os policiais apreendem o material com cerol e orientaram sobre o perigo e a ilegalidade da brincadeira.
Quem estiver com o cerol é qualificado –se for menor, o responsável maior também é qualificado. Em seguida, a PM informa o fato à delegacia, que chamará os envolvidos para prestar depoimento. E caso o cerol esteja sendo usado em local que represente risco à vida, quem estiver com o material é encaminhado à delegacia imediatamente – se for menor, o pai ou responável também será acionado e encaminhado à delegacia. O uso de cerol é proibido por lei estadual de 2006. A pena é multa de cerca de R$ 75,00 e responsabiliza penalmente o infrator ou os pais – em caso de menor de idade – por eventuais lesões ou morte ocorrida.
A vítima anteontem foi Edir de Oliveira Chaves, 28 anos, que esteve bem perto de uma tragédia ao ser atingido por linha com cerol. Como a viseira de seu capacete estava aberta, a linha fez um corte no nariz, que exigiu seis pontos. Mas ele poderia até ter morrido se a linha atingisse seu pescoço.