Pesca & Lazer

História de pescador: Vício maldito


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Na década de 50, minha querida cidade de Avaí, era bem populosa e já possuía dois postos de gasolina. Um deles era propriedade de uma família japonesa, a qual fazia parte de um grande contingente da colônia japonesa que se instalou no município, principalmente na Colônia Fuji.

Nesta época, o rio Batalha ainda com suas matas virgens, era muito piscoso, e o pessoal pescava com bomba, no caso era usada “banana de dinamite”, que não era proibida e vendida livremente nos armazéns locais. A pescaria consistia em juntar uma turma de companheiros e um deles rio acima, de preferência em um poço, jogava uma dinamite, a qual ao explodir matava todos os peixes do local, enquanto os companheiros, rio abaixo, recolhiam os peixes que desciam boiando na correnteza.

Numa dessas pescarias, o Simoda, funcionário do posto de gasolina, ficou encarregado de soltar a dinamite. Assim como os seus companheiros, já tinha tomado todas e estava meio alegre. Ao soltar a bomba, ele acendeou-a no cigarro e na hora de arremessá-la, atrapalhou-se, e jogou o cigarro.

O estrago foi grande. O Simoda perdeu a mão e uma parte do antebraço, além de ganhar uma grande cicatriz no adbômen.

Após esse acontecimento as autoridades proibiram esse tipo de pesca e eu cheguei a seguinte conclusão: não devemos praticar a pesca ilegal e que o cigarro realmente é um vício maldito, quando não mata, aleija.

Sérgio Andrade Moreira é pescador e contador de histórias.

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