Huntsville - Desafiando determinação da Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia (Holanda), o Estado do Texas transferiu ontem ao complexo de Huntsville o mexicano José Ernesto Medellín, 33 anos, para executá-lo pelo estupro e o assassinato de duas meninas. Preso em 1993 e condenado à morte em 1994, Medellín não recebeu auxílio consular durante o processo, contrariando a Convenção de Viena sobre Relações Consulares, da qual os EUA são signatários.
Acionada pelo México em defesa de seus 51 cidadãos condenados à morte nos EUA, a Corte de Haia determinou, em 2004, a reabertura dos processos. O dispositivo que garante assistência consular aos réus estrangeiros era ignorado pelos EUA até recentemente.
A Junta de Indultos do Texas negou por unanimidade clemência a Medellín, numa decisão que governador Rick Perry, republicano, prometeu acatar. Até as 20h, a defesa aguardava um improvável adiamento por determinação da Suprema Corte.