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Turismo estadual profissional, porém sem muito efeito na mídia


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Hoje posso dizer que a pasta de Turismo não tem semelhança com as demais, com seus orçamentos consumindo 99,9% do que sobra da receita governamental. Não cabe aqui comentar o comprometimento orçamentário, mas faço a menção apenas para iniciar um breve artigo sobre o turismo, por seu ministério, secretarias estaduais, municipais e devidas diretorias.

Posso afirmar que o destino de verbas governamentais para realização de eventos e mesmo equipamentos turísticos, por parte do Estado, é um erro quase que fatal. Esse compromisso compete à iniciativa privada, que investe e obtém lucros por isto. Não é por destino de verbas para eventos e ou construção de equipamentos que o poder público deve agir com relação ao turismo. Para exemplificar, em nível municipal, no máximo a Prefeitura poderia construir o P.I.T. (Posto de Informação Turística), mas o espaço físico é o que menos conta. Esse espaço pode estar situado num posto de gasolina, como no PoupaTempo (porém aberto aos finais de semanas e feriados), ou outro local estratégico, gentilmente cedido por alguma empresa ou entidade (o Bauru Shopping, por exemplo). Mas ao local cabem estudos de fluxo, de timer com os visitantes, etc. O turismo acontece em cidades com ruas bem cuidadas, limpas, com sinalização adequada, toda população envolvida na proposta, etc.

O governo do Estado de São Paulo, através do atual secretário de Esportes, Lazer e Turismo, está fazendo a tarefa de casa de forma honesta, visando e obtendo resultado efetivo. Isso, ao invés de priorizar espaços na mídia para obtenção de ganho de imagem particular ou política, por ações tradicionais através de “donativos”.

À menção, cabe a seguinte explicação: a pasta de Turismo não está assim tão agitada, ocupando espaços, com ações de imapcto imediato e de efeito político junto à opinião pública. O que fazemos em nossa Secretaria, de forma prioritária no momento, é cuidar da formação técnica de nada menos 1.800 agentes públicos, para a implantação do turismo em nosso Estado de São Paulo de forma técnica e profissional. Para se ter uma idéia, seminários acontecem (on line) para que os participantes se tornem agentes públicos capacitados, para fazer parte do time a implantar em definitivo o turismo em nosso Estado. Aí sim, levando em conta todo o seu potencial. Enquanto isso, sabemos que ficam as dúvidas, as cobranças e até mesmo a desconfiança quanto ao que estão fazendo aquelas pessoas ligadas ao setor, tanto no governo, como na iniciativa privada.

O secretário estadual Claury Alves da Silva, seu coordenador de Turismo, Luiz Flaviano Furtado, e toda sua pequena equipe, dão atenção aos importantes fatos ligados ao turismo, como a recente comemoração do centenário da imigração japonesa, que contou com eventos por dois meses em todo o Estado. Outras tantas estão acontecendo e sendo tratadas com muito carinho, e já através das novas técnicas aprendidas nas salas de aula modernas que se resumem a computadores plugados à distância, ao mesmo tempo em que centenas de aulas estão sendo ministradas pela maior autoridade no assunto em todo o País, que é o professor Mário Beni, da USP.

Claro que estamos agindo no sentido de provocar a movimentação de pessoas de cidades a cidades, por meios técnicos, contando com as aberturas proporcionadas pelos veículos de comunicação e também pelo marketing direto, através de um mailing carinhosamente montado para que a sinergia “clusterizada” seja levada em conta.

É só notarem a divulgação das atividades culturais em nossos jornais e as de Bauru em jornais da região para terem uma idéia. Isso faz parte da série de ações que estamos implantando, como forma de ação prática resultante dos treinamentos recebidos (agente públicos regionais).

Finalizando: acompanhem os resultados do estaremos fazendo, pois aos poucos nosso Estado irá ocupando seu espaço merecido, deixando de ser apenas o que mais emite turismo aos demais estados da federação, mas também (aí sim), um dos que mais irá receber turistas nacionais e estrangeiros. E potencial turístico o Estado de São Paulo tem. Isso é reconhecimento técnico comprovado, avaliado por profissionais do ramo, muito embora ainda não seja a hora da divulgação dos mesmos, pois o efeito só será definitivo, quando tivermos os roteiros e rotas prontos, através dos circuitos que estão sendo criados (o da região de Bauru denomina-se “Caminhos do Centro Oeste Paulista”).

E para cada assunto acima mencionado, acreditem, iremos necessitar (aí sim), de muito espaço na mídia e um pouco de recurso financeiro para investimento em marketing (única razão para justificar investimentos do cofre público). Mas em benefício do turismo, e não dos que fazem ou farão o turismo acontecer.

O autor, Renato Senis Cardoso, é delegado regional de Turismo

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