Nouakchott - Um golpe de Estado derrubou ontem o presidente da Mauritânia, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, vencedor em março do ano passado nas primeiras eleições livres desde que o país se tornou independente da França, em 1960. O poder foi assumido por uma junta militar chefiada pelo general Mohamed Ould Abdelaziz, que havia sido demitido do comando da guarda presidencial.
As emissoras oficiais de rádio e TV foram silenciadas, e os comerciantes da capital, Nuakchott, obrigados a fecharem suas portas. A União Européia, a União Africana e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenaram o golpe.
A Mauritânia é um país islâmico ao noroeste da África. A redemocratização do país coincidiu com o crescimento de uma crise política provocada pelo aumento nos preços dos alimentos.
Em maio, o presidente Abdallahi havia destituído o governo e nomeado como novo primeiro-ministro Yahya Ould Ahmed Waghf. Mas ele tampouco encontrou uma fórmula para subsidiar os alimentos, em razão da produção de petróleo inferior à esperada e ao colapso da indústria do turismo e do cancelamento, em janeiro, do rali Paris-Dacar.