Internacional

Ex-motorista de Bin Laden é condenado

Folhapress
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Nova York - Acabou ontem com um veredicto dividido o primeiro julgamento na base americana em Guantánamo - primeiro também a ser conduzido por um painel militar nos EUA desde o fim da Segunda Guerra (1939-45). O iemenita Salim Hamdan, ex-motorista de Osama bin Laden, foi considerado culpado por um crime de guerra, mas absolvido da acusação que poderia levá-lo à pena de morte.

O crime de prover apoio material ao terrorismo (para a organização Al-Qaeda) pode lhe valer prisão perpétua. A pena não ainda havia sido definida até o começo da noite de ontem.

Hamdan, contudo, foi inocentado da acusação mais grave, conspiração. Ele foi capturado em 2001 no Afeganistão, quando os EUA invadiram o país em reação aos atentados da Al-Qaeda em 11 de setembro daquele ano, que deixaram cerca de 3.000 mortos nos EUA.

Desde então, o ex-motorista está preso na base militar americana em Cuba, onde o presidente George W. Bush criou uma prisão para abrigar suspeitos capturados em sua “guerra contra o terrorismo’’.

Em uma das sessões do julgamento, o advogado de Hamdan, o comandante Brian Mizer, disse que o ex-motorista - de nacionalidade iemenita - era funcionário da Al-Qaeda apenas porque precisava dos US$ 200 que lhes eram pagos.

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