Internacional

Irã deve enfrentar novas sanções

Folhapress
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Nova York - Representantes dos cinco países permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia - e da Alemanha concordaram em criar sanções a serem aplicadas ao Irã durante conferência telefônica feita ontem. O resultado da conferência foi divulgado pelos representantes dos EUA e do Reino Unido.

Os países, chamados de Grupo dos Seis, ofereceram ao Irã incentivos como o de não adotar novas sanções contra o país em troca do fim do programa nuclear. Três dias depois do prazo estipulado, o Irã entregou uma carta. O documento, porém, afirmava apenas que o país daria uma “resposta clara” quando recebesse “respostas claras” às suas dúvidas.

“Mesmo que continuem os contatos entre Solana (o chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana) e o negociador iraniano Saeed Jalili, não temos mais outra opção senão impor novas sanções ao Irã”, afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Kim Howells, em comunicado.

“Estamos começando a considerar o possível esboço para outra rodada de sanções”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Gonzalo Gallegos.

O embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, não comentou a conferência telefônica, mas afirmou que as seis potências manterão os diálogos com o Irã em setembro próximo, porém em nível ministerial. Antes do término do prazo para a entrega da resposta iraniana, a Rússia havia dito que não concordava com o ultimato.

Os Estados Unidos e os aliados europeus temem que o Irã use o seu programa de energia nuclear para desenvolver bombas nucleares. O Irã nega a acusação.

O Conselho de Segurança da ONU já adotou três sanções contra o Irã. Os Estados Unidos, a União Européia e países europeus, individualmente, também impuseram medidas financeiras contra o país. Para especialistas, pode ser difícil aplicar novas sanções devido à resistência da Rússia e da China.

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