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A prevenção do AVC


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Como leitor assíduo do JC e médico, li o artigo da página 8 de 6/8/08 e gostaria dar os parabéns pela qualidade da matéria. Gostaria também de acrescentar a extrema importância na prevenção do AVC, no entanto, alguns pontos permaneceram sem esclarecimento à população. É importante salientar que hoje o cirurgião vascular é o médico mais habilitado ao tratamento preventivo do AVC isquêmico, porque a maioria deles é decorrente da formação de placas de aterosclerose nas artérias carótidas. A prevenção do AVC é muito simples porque muitas vezes o paciente apresenta um perfil clínico, normalmente é tabagista, diabético, alterações nos níveis de colesterol e já tem antecedentes de outras doenças cardiovasculares.

Na avaliação clínica o cirurgião vascular escuta um sopro com estetoscópio na região do pescoço sobre as artérias carótidas indicando que há uma obstrução ao fluxo de sangue. Outro dado muito importante é que 75% dos pacientes apresenta o chamado “ameaço de derrame” antes de um AVC e que para nós é um Ataque Isquêmico Transitório que não deixa seqüelas, mas é um pré-anuncio de AVCI e que 35% destes pacientes sofreram AVC em menos de 1 ano. Então é muito mais importante saber os sintomas do AIT , porque uma vez instalado um AVCI as seqüelas serão indeléveis, pois 90% dos pacientes não terão chance de serem submetidos ao tratamento fibrinolítico. Pontos importantes. 1- Cirurgião vascular é o médico mais indicado para o tratamento de pacientes com antecedentes de AIT e AVCI. 2- A cirurgia para remoção da placa de ateroesclerose tem caráter preventivo e curativo para evitar a ocorrência do AVCI. 3- Todo paciente portador de doença cardiovascular, diabético, com alterações dos níveis de colesterol e tabagista deve ser submetido a uma avaliação clínica vascular e ao exame duplex de artérias carótida que nada mais é que um ultrassom colorido. 4- O tempo de 3 horas para início do fibrinolítico chamado “golden hour” é do início do sintomas até o paciente ser avaliado e ser submetido ao tratamento fibrinolítico, que é muito difícil e com várias complicações. 5- É muito mais fácil avaliar e prevenir antes da ocorrência do evento isquêmico.

O autor, Claudio Gabriele, é médico graduado em cirurgia vascular e angiologia pelo Instituto De Molestias Cardio Vasculares de São José do Rio Preto - serviço do professor-doutor João Carlos Anacleto - cirurgião vascular assistente da equipe Invase/Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto

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