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Aqüífero Bauru será investigado

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Todos os poços identificados como contaminados são do Aqüífero Bauru. Mas isso não significa que o aqüífero inteiro tenha sido afetado, explica o DAE. Para investigar a situação, o DAEE solicitará aos comitês de bacia hidrográfica um estudo para apurar a origem do problema.

“Bauru participa dos comitês Tietê-Jacaré e Batalha. Vamos pedir que se faça um levantamento histórico desses poços. Um levantamento das águas onde o Aqüífero Bauru se liga com o Guarani”, explica Luiz Otávio Manfré, diretor de recursos hídricos do DAEE. O problema é que, por uma questão geológica, o Bauru se mistura com o Guarani, aqui na cidade. O último é o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, responsável pelo abastecimento de 60% da população da cidade.

“Isso preocupa muito o DAE. A gente entende que o Aqüífero Bauru não está totalmente contaminado, que é pontual. Mas é esse estudo que vai esclarecer. A gente tem visto por experiência que a contaminação dos poços vem aumentando com o tempo”, acrescenta a bioquímica do DAE, Giselda Passos Giafferis. De acordo com ela, parte dos 13 poços em questão está situada no Centro “velho” de Bauru, embora não haja uma região específica que concentre o problema.

“As fontes de contaminação podem ser diversas. Pode ser o próprio solo, fossas antigas, vazamento de esgoto na rede em algum ponto isolado”, comenta Manfré. A contaminação, no entanto, demora cerca de 50 anos para chegar ao aqüífero e vai aumentando com o tempo. “Tem que fazer a supervisão”, enfatiza a bioquímica.

A dificuldade é que estima-se em mais de mil os poços clandestinos na cidade. A área urbana de Bauru, por exemplo, não suporta novos poços, segundo estudo realizado pela Hidro Brasil, empresa contratada pelo DAE.

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