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Vida e mercado de trabalho


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Já estamos no terceiro milênio. A ironia da frase anterior, caro leitor, é proposital. Empresários, administradores e trabalhadores ainda maturam certas mudanças que ocorreram nas últimas décadas. Estar em um ônibus em viagem de Bauru a Campinas, em plena serra de Brotas, conversando com alguém pelo celular, que fala de Porto Alegre e vendo os e-mails no notebook é algo estranho, confortável e animador. Algo mudou... ou, na verdade, tudo mudou. A tecnologia avança a passos largos e as distâncias, agora, são menores, apesar dos quilômetros que separam as pessoas.

Aliado a isto, a nova gestão de pessoas que constrói o estilo de vida e o trabalho do desenvolvimento humano, que abre espaços para o auto-conhecimento, além de projetar mudanças substanciais nas atitudes das pessoas, expandem a consciência de empregadores, gestores e empregados, agora chamados de colaboradores. Estamos no terceiro milênio e tudo se modifica intensamente.

Algumas palavras tornaram-se cotidianas, como: humanização, acolhimento, corporativo, relacionamento e responsabilidade, sempre aliadas à palavra chave “social”. Ou seja, estamos formando duas redes, uma virtual, no mundo da net, e outra real, nos contatos entre as pessoas. Isto tudo vai acontecendo tanto no mundo corporativo, quanto no mundo público, que, quando administrado por pessoas capacitadas e realmente modernas, não tem muito a dever para a iniciativa privada. É só observar as nossas universidades públicas para se ter uma idéia a respeito.

É dentro deste panorama que aparecem as novidades no mercado de gestão de pessoas e desenvolvimento humano, considerado um dos pilares do mercado de trabalho que vai prosperar nos próximos anos. Assim, equilibrar as finanças, realizar uma política ambiental correta, e humanizar as relações de trabalho dentro das empresas públicas e privadas é o grande desafio do empresário e do administrador público modernos. Mais do que motivar, é preciso dar ferramentas ágeis, adequadas e competentes para que o colaborador possa reorganizar a sua vida e o seu trabalho, realizando com maior empenho e melhor qualidade os serviços voltados aos interesses corporativos, sociais e pessoais. Com certeza, empresários e administradores devem estar dentro desse processo, como líderes e soldados ao mesmo tempo.

Cria-se, então, um novo paradigma nas relações de trabalho: ao invés de adrenalina, equilíbrio; no lugar de correria, organização; e ao contrário da loucura das relações interpessoais, coloca-se no lugar o stress positivo. Neste processo, o auto-conhecimento passa a ser o ponto gerador do uso da inteligência emocional, aliada ao bom desempenho racional. E a sociedade dá um passo de coragem para definir uma visão de mundo neo-humanista, agregada ao pensamento de uma sociedade moderna, eficaz e com respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

Tudo isso e mais um pouco estão a nossa disposição quando inserimos na nossa vida preceitos de cooperativismo e relações sociais e profissionais menos egoístas, onde a simplicidade, o respeito e a felicidade passam a ser instrumentos eficazes na mudança de qualidade de vida para melhor. Mas tudo isso tem um preço: a coragem para mudar.

O autor, Reginaldo Tech, é professor, palestrante e consultor; colaborador de Opinião e coordenador da Humaniza Brasil. Site: www.humanizabrasil.com

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