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Minha história: Saudade não tem idade


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Dizem que a palavra ‘saudade’ é brasileira. Só nós a verbalizamos, damos um nome a esse sentimento, essa emoção tão especial, que traz vida, alegria... e dói.

A saudade dói, às vezes, mas é melhor doer do que não senti-la. Este é o privilégio daqueles que amam. Só quem ama sente saudade, sente vontade de viver de novo aquele momento, trazer para mais perto a pessoa amada.

A saudade é uma forma de guardar tesouros, pérolas escondidas no fundo de um baú louco por ser aberto.

Por isso, é preciso cultivar a saudade como forma de revivenciar o momento, atualizá-lo, dar vida a ele, renová-lo.

A saudade não é um olhar para o passado, uma mera nostalgia de um tempo que se foi, mas sua ‘re-vivência’ no presente, a atualização do sentir, sentir de novo, ser de novo.

Trazer para o agora o mesmo encantamento, de maneira que a sua energia, sua força e sua emoção sejam ressuscitadas para dar vida nova ao presente.

A saudade não é uma lembrança de alguém que está distante. Muito antes, é o encontro escondido e silencioso com alguém. É vencer a distância que nos separa, é romper os limites do tempo e do espaço e trazer para perto, para dentro do peito, a verdadeira presença, aquela que está eternamente viva em cada um de nós.

Só quem ama sente saudade, esse sopro de vida, esse sopro divino que faz renascer em nós a esperança do encontro.

A saudade não tem idade porque, com o passar dos anos, aprendemos a cultivar momentos, a dar valor aos verdadeiros tesouros, a sentir a vida pulsar nas pequenas e infinitas emoções que guardamos para sempre.

Segredos escondidos, segredos revelados no brilho do olhar...

Dorival Nogueira

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