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Fertilização torna possível sonho que demorou seis anos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

A professora Tânia Maria da Silva Barros, 41 anos, passou cerca de seis anos tentando engravidar. Durante esse tempo, ela e o marido, o cartorário Edson José Teixeira Barros, 44 anos, tentaram de tudo. O desejo só se tornou realidade quando procuraram uma clínica de fertilização in vitro. Hoje, João Augusto está com 1 ano e um mês e deu nova vida para a família.

Tânia e Edson lembram que quando decidiram ter João Augusto eles achavam que não teriam dificuldades. Afinal de contas, já eram pais de uma criança de 2 anos. E Victor havia nascido pelo método natural.

Foram seis meses de tentativa, e nada da professora engravidar. Foi quando decidiram procurar um médico. De início, partiram para as relações programadas, com auxílio de medicamentos para estimular a produção de óvulos. Passaram dois meses tentando. Não deu certo. A essa altura, Tânia estava com 33 anos.

Ela decidiu procurar outro médico e fazer um tratamento mais avançado, que demorou cerca de quatro anos e não apresentou nenhum resultado positivo. O próximo passo foi fazer cirurgia de ovário para melhorar a ovulação. De novo, mais frustração.

Até que eles descobriram que em Bauru existia clínica de reprodução humana. “Até então, eu não sabia. Achava que era só em Ribeirão Preto e o custo inicial de um tratamento desse tipo não saía por menos de R$ 50 mil”, lembra Tânia. Quando descobriram que não era só em Ribeirão e que o preço de uma inseminação era bem menos do que R$ 50 mil, eles não tiveram dúvida.

Tentaram primeiro a inseminação artificial. Como não deu certo, partiram para a fertilização in vitro. Segundo Edson, eles tentariam apenas uma vez. Se não desse certo, iriam desistir do sonho de ter um segundo filho. “Eu estava quase louco, não agüentava mais”, recorda. A essa altura, Tânia já tinha completado 39 anos.

No dia de pegar o exame para saber se a fertilização havia funcionado, ela lembra que estava tão nervosa que não teve coragem de ver o resultado. Tânia pediu para que o ginecologista Eduardo Crivelari Baisch fizesse isso e depois ligasse para ela informando o resultado. “Eu lembro que estava a família inteira em casa esperando a ligação. Quando o doutor Eduardo disse que o resultado tinha dado positivo, foi uma festa só e com direito a champanhe”, relata.

Em meio a tanta alegria, sobrou um pouco de frustração. “Eu estava certo que seriam dois”, brinca Edson. Segundo ele, que adora criança, o ginecologista havia adiantado que a possibilidade de gêmeos era grande, porque em cada fertilização são implantados na mulher quatro embriões.

Apesar da idade, Tânia conta que a gravidez correu em perfeita ordem. “Foi até melhor que a primeira”, compara. João Augusto nasceu no dia 5 de junho, com 3,270 quilos e 49 centímetros. Depois de todo sofrimento que passou nos seis anos de tentativa, Tânia garante ter valido a pena. “Eu só lamento não ter partido para a reprodução assistida desde o começo. Com certeza, teria sido mais barato e menos desgastante”, avalia.

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