Política

Para prefeito e Tobias, Serra fará Nações Norte

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A retirada da construção da avenida Nações Unidas Norte do pacote de obrigações para a empreiteira que conquistar a concessão da rodovia Marechal Rondon (SP 300) não preocupa o prefeito Tuga Angerami e o deputado estadual Pedro Tobias. Ontem, ambos comentaram que a obra será realizada por se tratar de compromisso do governador José Serra (PSDB) assumido com a cidade.

A repercussão sobre a realização ou não do prolongamento da avenida, a partir da região Norte, veio depois que o JC informou, na última sexta-feira, que o governo do Estado retirou a obra do programa de concessão do lote da Rondon. A avenida havia sido incluída como contrapartida exigida do grupo que vier a vencer o leilão, cujo edital deve ser publicado nas próximas semanas.

“O importante é que a cidade de Bauru tenha a construção da avenida Nações Unidas Norte. Então não me preocupo com a forma como a obra será construída, se através da concessão da rodovia, pelo próprio Estado ou por convênio com o município. O governador José Serra costuma avaliar muito o quadro de gestão para assumir um compromisso com uma cidade. Então se ele assumiu compromisso desta avenida com Bauru é porque vai realizar”, comentou Tuga ontem, após ir à Câmara para discutir projetos de lei com os vereadores.

Para o prefeito, não há problema em repassar recursos para o município por convênio. “É uma boa alternativa repassar recursos por convênio com o município. O Estado tem razão em retirar a obra da lista de contrapartida da concessão, para não inviabilizar o programa de concessão da Rondon, porque a negociação com a empreiteira Camargo Corrëa não avançou. Então se conveniar com o município, ele faz a licitação e resolve o problema. O importante é que o Serra já decidiu que Bauru terá esta avenida e isto é mais importante”, reforçou.

Sobre o mesmo assunto, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) comentou que, com a retirada da obra do programa de concessão, o Estado deve executá-la ou vai transferir recursos para que o município fique responsável por sua realização. Essa medida já foi adotada, há alguns anos, para a instalação de trecho da avenida Edmundo Coube, na frente do Hospital Estadual (HE).

Segundo ele, qualquer uma dessas opções representaria ganho de tempo, já que, pela inclusão do serviço como obra complementar na concessão, seria longo o prazo para a vencedora da licitação iniciar o trabalho.

O parlamentar disse ter preferência para que o Poder Público local fique responsável pela execução da obra. De acordo com Tobias, seria uma forma de não envolver a empreiteira Camargo Corrëa, já que a empresa reivindica a realização do serviço porque venceu licitação feita pelo governo estadual no passado, procedimento cancelado depois e que gerou pendência jurídica.

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