Política

Avenida divide opinião entre os parlamentares

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

A retirada pelo governo estadual da construção da avenida Nações Unidas Norte como obra complementar no pacote de concessão da rodovia Marechal Rondon (SP 300) foi um dos assuntos mais comentados na sessão de ontem da Câmara Municipal de Bauru. Os vereadores se dividiram em relação ao assunto. Alguns defenderam que a obra ainda será realizada e outros criticaram o posicionamento do Estado pelo não cumprimento da promessa.

A possibilidade de realização da obra no município foi levantada em audiência pública promovida pela Agência Reguladora de Transporte de São Paulo (Artesp) no dia 23 de junho. Dez vereadores compareceram ao evento na capital paulista e ouviram do secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, que o governador José Serra havia solicitado a inclusão do prolongamento no pacote de concessão da Rondon.

As críticas mais contundentes partiram do vereador Antonio Carlos Garmes (PTB). Segundo ele, os edis foram enganados e ficaram “com cara de tonto e de palhaço”. Em relação à possibilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) executar a obra, o vereador alegou que o órgão é o mais inoperante do Estado e, por isso, não terá condições de executá-la.

Em seu discurso, Futaro Sato (PMDB) comentou que quando soube da audiência, utilizou a tribuna da Câmara de Bauru para dizer que se tratava de mais uma promessa e, por sorte, não integrou a comitiva que esteve em São Paulo. José Carlos de Souza Pereira Batata (PT) apontou que, da mesma forma que o projeto não será mais executado, o Estado deveria eliminar os pedágios na entrada da cidade previstos no mesmo programa.

Outros vereadores, como Marcelo Borges, João Parreira (ambos do PSDB), José Clemente Rezende e Arildo Lima Jr (PP) fizeram o papel de amenizar o impacto da eliminação da obra do programa de concessão. Disseram que a Nações Norte deve ser realizada pelo governo estadual porque se trata de um compromisso do governador José Serra.

Os tucanos responsabilizaram a empreiteira Camargo Corrêa pela não inclusão do serviço no pacote de concessão da Rondon. Tanto Borges quanto Parreira afirmaram que a empresa está reivindicando o contrato de realização da obra em licitação antiga, que depois foi cancelada.

Para Clemente, após a desistência de inclusão do prolongamento da Nações Norte no programa de concessão da Rondon, o secretário Mauro Arce informou que iriam continuar as negociações para que o projeto seja executado.

O programa de concessão de rodovias vai leiloar cinco lotes para manutenção pela iniciativa privada pelos próximos 30 anos. Os lotes não incluem a finalização da duplicação da rodovia Bauru-Marília, que receberá verbas do Estado.

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