Tribuna do Leitor

Homenagens


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Existe um costume de só se homenagear as pessoas depois que elas morrem. Dona Celina, em tom de brincadeira, nas nossas reuniões, dizia que preferia que a homenageássemos enquanto viva e eu creio que embora ela tivesse recebido algumas homenagens quando viva teria sido merecedora de muitas mais e sei que há de estar muito contente de ter seu nome na fachada do nosso teatro municipal, tão merecidamente nomeado.

No que a mim se refere, por estar vivendo uma vida longa, tenho tido tempo de receber algumas homenagens. Em Portugal, tive a honra de ser homenageada na Universidade de Coimbra, por ocasião de lá entregar minha tese de doutoramento em Língua e Literatura Portuguesas e o livro “Masmorras da inquisição”, dela resultante.

Em Israel recebi o Menorah, símbolo daquele país, quando lá estive levando o meu livro “Masmorras da inquisição” que conta a saga de Antonio José da Silva, o Judeu.

Em Paris, no Salão do Livro infantil, no ano de 2002, tive a honra de saber que o meu livro “O menino que não morreu”, traduzido para o francês, fora premiado.

Em dezembro de 1997, recebi uma escultura de São Francisco de Assis, com a seguinte inscrição: “Nossa homenagem pelo apoio nesses 30 anos - HPRLLP/USP - Dez/97”

Mas tão grande quanto qualquer das aqui mencionadas, considero aquela que acabo de ler no Jornal da Cidade de hoje, 27 de julho, quando o grande mestre jornalista Zarcillo Barbosa me chama de sua mestra. Vou ter de crescer um pouco mais para merecer tal honraria.

Isolina Bresolin Vianna - AB Letras cadeira12

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