Tribuna do Leitor

Promessa requentada


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Quem assistiu ao debate dos vices, no último sábado, pela TV Preve, foi surpreendido com alguns candidatos que desandaram a fazer aquilo que é visto no político profissional como o pior dos vícios: prometer. Um prometeu, se eleito, um viaduto na zona sul. Outro prometeu, se eleito, trabalhar com o prefeito agregando-lhe experiência vivida no setor público e legislativo, e assim o tempo foi passando. As promessas da candidata Estela foram um reviver do samba do crioulo doido, já que a história política da Província retrocedeu ao ano de 2002.

Naquele tempo, seis anos atrás, o governo Central era conquistado pelo PT. O vereador Batata afirmava que Bauru poderia ser beneficiada com a tal epopéia e para tanto colocava-se como porta-voz da província no Governo Federal e no Congresso Nacional. Não era pouco, convenhamos, mas foi o que o vereador prometeu.

O jubiloso vereador afirmava que tinha motivos de sobra para acreditar que Bauru conseguiria penetrar no difícil e seleto emaranhado Orçamento Geral da União para viabilizar a locação de verbas destinadas ao término do viaduto do Centro da Cidade. Dizia mais: tinha em seus planos, conseguir recursos para a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto e ajuda para a infra-estrutura de fundos de vale que já naquele tempo era um risco na época das chuvas torrenciais de verão. Afirmava ainda, em 2002, época de passado triste da história política provinciana, que o bom relacionamento que mantinha com José Dirceu e com Aloizio Mercadante o credenciava a colocar Bauru no mapa de Brasília. Pois é!

Nicanor Amaro Silva Neto

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