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Bariri atrai indústria de óleo de S. Paulo

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Bariri - Após arrematar em leilão os esquipamentos da extinta indústria de óleo Resegue de Bariri (56 quilômetros de Bauru), o proprietário de uma indústria do setor deve se reunir hoje, pela manhã, com o prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) para discutir a possibilidade de reativar a indústria no município.

As informações foram confirmadas pelo diretor administrativo da prefeitura, Thiago Putrini. “Na verdade, nós não conhecemos a empresa. O que sabemos é que eles têm a intenção de reativar a indústria Resegue. Mas não sabemos qual o objetivo deles, se vão usar os mesmos equipamentos que estão à disposição, por exemplo”, comenta.

Duas décadas após a sua falência, os equipamentos da antiga indústria de óleo vegetal Resegue, foram levados a leilão no dia 5 de agosto, em São Paulo. A massa falida da empresa, que no passado chegou a ter mais de mil funcionários, está vendendo o que sobrou para quitar as dívidas com os credores.

Segundo o advogado Evandro Demétrio, que presta serviço em Bariri de procurador para a massa falida da indústria, os equipamentos foram arrematados por cerca de R$ 1,5 milhão pela empresa Farólio, de São Paulo. Pouco acima do lance mínimo, estimado em R$ 1,4 milhão.

Apesar de comprar os equipamentos da extinta Resegue, a Farólio não teria demonstrado interesse na compra do imóvel, segundo Demétrio. “Tem vários imóveis, a parte grande que é a fábrica, e tem outros imóveis, casas, terrenos, etc. Terceiros fizeram lances em imóveis menores que não fazia parte do parque fabril”, comenta.

Putrini lembra que o local onde funcionava a extinta Resegue está localizado no Centro da cidade, o que poderia inviabilizar a instalação de alguns tipos de indústria no local. “O local é meio complicado porque a indústria está no centro da cidade. Eu não sei se a Cetesb autorizaria a ativação de uma indústria de óleo no meio da cidade. Este é um problema que nós estaremos questionando a empresa”, explica Putrini.

Interesse

Putrini afirma que a prefeitura tem interesse que a empresa seja reativada. “Mesmo porque vai gerar empregos, vai gerar divisas para o município”, confirma, lembrando que o município estaria disposto a fornecer uma outra área para o empreendimento, se for o caso. “Esta negociação vai começar agora e vai se estender para o ano que vem, para o próximo prefeito tomar uma decisão”, pondera o diretor administrativo.

Dos cerca de 200 mil metros quadrados de área onde funcionava a indústria Resegue, pelo menos metade deste total, cerca de 100 mil metros quadrados, foram desapropriados pelo município num período de 20 anos.

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