A vida ainda muito nos reserva, pois às vezes olhamos para trás e pensamos que já fizemos tudo, e só nos resta “esperar a morte chegar”. E ficamos, literalmente, esperando. E, olhando para trás, refletindo o caminho trilhado e percebemos que nossa vida foi marcada pelo egoísmo, pela vaidade, pela falta de solidariedade. Durante anos, décadas e, quem sabe, por toda uma vida, pensamos apenas no nosso umbigo e não estendemos a mão pra ninguém. Não ajudamos ninguém. Isso tudo porque já nos acostumamos com a pobreza, com a miséria, com toda essa violência que nos cerca.
Já perdemos a capacidade de ficar indignados com todas as mazelas que já não nos são mais estranhas. Afinal, vivemos esperando a morte chegar. Mas onde mora nossa esperança? Vivemos, sim, uma vida de imperfeições, como seres humanos que somos, ainda que estejamos satisfeitos com o nosso mundinho, no fundo, sempre temos o desejo de “algo mais”. Sonhamos com esse “algo mais” e são esses sonhos que nos mantêm vivos. Isso, meus irmãos, é a esperança, e ela é a última que morre”, pois quando ela deixa de existir é porque estamos em uma situação definitiva de morte ou então na plenitude da vida, o que não é o caso.
E esperança não significa simplesmente esperar, ou pelo menos esperar passivamente. Não é sinônimo de comodismo, mas uma motivação que nos impulsiona para viver. Quem tem esperança, na verdade não espera, já que ela é o impulso de vida que nos retira da passividade e nos faz lutar. E ela surge de quatro qualidades humanas: a bondade, a ambição por algo elevado, a capacidade de olhar para o futuro e o desejo de fazer de nossa vida terrena aquilo que é possível. O esperançoso está orientado para o futuro. Não espera nada cair do céu. A esperança garante nossa dignidade, pois quem é esperançoso acredita que é capaz de algo mais, que é possível alcançar o impossível.
E assim, movido por esse desejo de algo mais, é que as pessoas arregaçam as mangas e tentam solucionar, concretamente, os problemas. Agora, o exercício de “falar” é fácil, é simples e modesto. Árduo é o “fazer” .É certo que temos que ser esperançoso, como já disse. Mas não bastam apenas palavras. É preciso ser coerente entre o que falamos e o que fazemos. Cristo já disse que “todo ser humano pode ser um líder”. Precisamos de pastores e não de ovelhas. Precisamos de pessoas guerreiras, que façam acontecer, e não apenas ovelhas, que “esperam a morte chegar”.
Ora, amigos, ninguém nasce líder. Aliás, o líder é aquele que, comandando, visa à construção do bem comum. E aquele que lidera e tem influências, mas essa influência não é exercer o poder, aleatoriamente, mas é ter autoridade. Poder e autoridade não se confundem. Autoridade nada mais é do a habilidade de levar as pessoas a fazer de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal. E para se ter autoridade é preciso ser coerente. É preciso agir e pensar de forma igual.
O líder, sendo esperançoso, vai a busca do bem comum, utilizando sua autoridade, sua coerência. O líder está sempre servindo, porque conhece a necessidade dos outros. Busca, como disse, o bem comum, e não olha apenas para os seus próprios problemas. Vivemos num mundo em que falta afetividade. Essa carência afetiva não se cura com mimos e presentes, mas com a satisfação das necessidades dos outros. Agora eu lhes falo: esperança, coerência, liderança... Quem dentre todos os candidatos à Prefeitura de Bauru e à Câmara Municipal possui essas três qualidades?
Homens que não esperem que as coisas caíam do céu e, por isso, vão a busca de um ideal, do ideal de todos. Homens que saibam mudar, ou ao menos, iniciar um processo de mudança, com a finalidade de resgatar a beleza e pujança de uma cidade como Bauru. Homens que pensem no bem comum e acreditem ser possível a melhora de vida de sua gente, olhando para o futuro, pensando no desenvolvimento, na educação, na saúde, e acima de tudo, gerenciar com equilíbrio e honestidade o recurso público. Homens que sejam esperançosos, que arregacem as mangas e façam o que ninguém até hoje se propôs a fazer para a sociedade. Que sejam coerentes e cumpram exatamente o que prometeram, que não venham com a história de “façam o que digo mas, não façam o que faço”.
Homens que pensem e hajam da mesma forma. É com essa coerência que as nossas futuras lideranças devem se apresentar ao povo de Bauru, séc Apresentarem como líderes destemidos e trabalhadores. Nós confiamos que isso possa acontecer e por isso estamos aqui manifestando o nosso humilde pensamento.
Eleitores, se temos homens assim, que possuam esperanças e pensam no futuro, que possam realizar coisas em benefício alheio, que sejam coerentes em seus atos, podemos afirmar com absoluta tranqüilidade, que Bauru estará a caminho da sua recuperação moral, financeira e política.
Gonçalo Branco Neto - RG 4.911.377