Turismo

Esplendor barroco na fachada da Catedral de Múrcia

Zarcillo Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Bem no centro de Múrcia está o motivo de maior orgulho dos seus habitantes: a Catedral de Santa María, uma obra de 600 anos construída sobre uma mesquita. É possível observar a amálgama de estilos, fruto das diferentes épocas em que as partes foram erguidas, com largas interrupções no tempo. A concepção é gótica e a fachada é barroca. As portas do templo têm estilo renascentista em um dos lados e gótico florido do século 15, de outro lado.

A torre é o autêntico símbolo de Múrcia e dominadora absoluta da paisagem urbana da cidade de cerca de 350 mil habitantes. Metade da torre tem inspiração italiana dos anos 1500. Como ficou pensa para a direita, duzentos anos depois decidiram fazer a outra metade, de acordo com outros critérios estilísticos, pendida para o lado esquerdo. Assim balanceada, segundo os murcianos, a torre de 95 metros de altura não irá cair jamais. Deus queira!

Passear pelo centro é fácil, a partir da Catedral. Em frente está o Palácio Episcopal, em estilo rococó do século 18. A vizinha praça de La Glorieta é o tradicional lugar de passeio dos habitantes da cidade há mais de 200 anos. Da igreja também parte a Calle Traperia, o calçadão deles. Foi aberta no século 13. Desde os árabes concentravam-se ali as lojas de tecidos (daí “traperia”).

O “footing” é igual ao que se via em Bauru nos anos 50 e 60, com idas e vindas das moças casadoiras. Na mesma rua está o Cassino de Múrcia (século 19). É um local de acontecimentos sociais, como o BTC. Tem um Pátio Árabe inspirado na Alhambra de Granada. Desperta admiração o salão no mais puro estilo Luís XV, com tetos ornados de afrescos e lustres suntuosos.

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