Economia & Negócios

Julgamento multiplica valor de ovinos

Por Gabriel Ottoboni | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Para um leigo, à primeira vista lembra um potro. A cor do pêlo e o tamanho impressionam, mas se trata de uma ovelha. Entretanto, não é uma ovelha qualquer. Ganhadora de vários prêmios, Estância Dolly 3022, de 18 meses, vale cerca de R$ 50 mil. A cifra é cinco vezes maior em comparação a um ovino comum.

O animal, da raça santa inês, veio de Avaré e está entre os 280 exemplares que, até amanhã, passarão pela pista de julgamento do Recinto Mello Moraes, palco da Grand Expo Bauru 2008. Ao final das avaliações - e no caso de vitória -, o preço de Dolly pode dobrar. É o que conta o tratador Robson Daniel Santos de Melo.

“Em todas as pistas que ela participa, é campeã”, diz, orgulhoso, em relação ao animal. No ano passado, a milionária ovelha venceu a etapa de sua categoria. Na Expo ela compete hoje. Segundo Melo, 25% do animal já foram comercializados.

De acordo com Francisco Manoel Fernandes, diretor da Associação Paulista de Criadores de Ovinos (Aspaco) e integrante do Núcleo de Ovinocultores de Bauru e Região (Nobre), ao final do circuito o vencedor das etapas agrega valor. “Há o lado comercial, que é a própria venda do animal”, explica. O proprietário do macho e da fêmea vencedores podem lucrar com futuras vendas de sêmen e de filhotes.

São 17 etapas de julgamentos ao longo do ano, e a de Bauru também integra o ranking paulista da competição promovida pela entidade. Os animais aqui pontuados estão concorrendo na chamada Cabanha do Ano 2008, cuja final será realizada em Lençóis Paulista.

“Há uma somatória de pontos e cada raça terá o seu melhor criador e expositor premiados. Com isso, teremos o grande campeão e campeã das cinco raças aqui expostas”. Vários quesitos são analisados, como o porte do animal. O termo cabanha designa o criador que trabalha com genética, diferentemente do interesse comercial de quem produz animais para abate.

Sobre a importância da cidade sediar uma das etapas do campeonato, Fernandes destaca a interação entre os criadores. “É a oportunidade perfeita para a troca de informações, como saber quais raças estão despontando”.

Mário Afonso Cordeiro, de Itapetininga, sabe bem o valor de uma vitória. Ele é criador da raça dorper, originada na África do Sul. Ele trabalha com melhoramento genético dos animais e separa os vencedores, que podem render frutos no futuro.

“Isso marca o nome da nossa cabanha para o Brasil inteiro”. Ele teve um animal na primeira colocação em prova disputada ontem e comemorou o resultado. “Já tivemos exemplos de animais nossos premiados que alcançaram preços maiores daqueles de mercado”, diz, sem revelar o valor do ovino.

Atrações

Hoje, o público de Bauru e região poderá conferir os sucessos dos pagodeiros do Exaltasamba (leia mais na página 38). Por volta das 9h, recomeçam as provas de bovinos da raça nelore e de ovinos de sete raças, que estarão desfilando no gramado da pista de julgamento para apreciação dos juízes e classificação no ranking de cada categoria.

Outra atração especial é o Caminhão da Sorte da Caixa Econômica Federal, que até amanhã continuará realizando todos os sorteios das loterias em Bauru. Hoje, o público poderá presenciar a retirada dos números da Dupla-Sena.

A Feira de Agricultura Familiar e do Trabalho Rural (Agrifam), instalada no pavilhão do SinComércio dentro do Mello Moraes, oferece uma diversidade enorme de produtos vindos diretamente do campo. Entre eles, derivados do leite de cabra, do café e do mel, utensílios feitos com capim dourado do Jalapão e o famoso bordado de Ibitinga, entre várias outras novidades.

Na praça de alimentação, os visitantes podem se deliciar com as muitas opções de doces e salgados, que passam das comidas caseiras até as cozinhas típicas de outros Estados. Tem churros, crepe-suíço, tapioca, comida mineira e muito mais. Já o parque de diversões Yupie! conta com 27 atrações. Os ingressos custam R$ 3,00 por brinquedo.

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