O câmpus de Bauru da Unesp está situado numa extensa área verde, sob jurisdição direta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com duas nascentes de água natural e rica em biodiversidade, trata-se de uma rara reserva de cerrado no País, segundo a assessoria de imprensa da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB).
“A presença da Unesp é que está mantendo a preservação do cerrado. São 150 alqueires. A preservação traz qualidade de vida à sociedade”, informa o diretor da FEB, Alcides Padilha. Para garantir a integridade da área, a vigilância da universidade está atenta a eventuais invasões e contaminações. A área, que conta com trilhas para visitas escolares, também é utilizada para pesquisas e trabalhos universitários.
“Toda aquela área é averbada, não é possível nenhum desmatamento. Só há remoção de árvores próximo ao Hospital Estadual. Estamos com um projeto de nomear as ruas do câmpus com nomes das árvores do cerrado”, acrescenta o presidente do GAC, Henrique Monteiro. As designações respeitarão as características da via. Chamará Cinzeiro a rua com muitas destas espécies e Copaíba, por exemplo, aquela que conta com uma árvore dessa magnitude.
A exuberância da natureza garante ao câmpus a visita de gambás, cobras, veados, macacos, gaviões e tucanos. “Os alunos têm espírito de preservação muito grande”, diz Padilha. O câmpus, que também conta com observatório astronômico, poderá ganhar ainda um planetário próximo ao Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet).