Quem costuma trafegar pela avenida José Vicente Aiello, na altura do Condomínio Tivolli, freqüentemente terá o infortúnio de se deparar com cães e gatos atropelados. Na quinta-feira à tarde, pude presenciar uma cena dantesca: o veículo à minha frente desviou de seu curso, justamente para atropelar um gato. Como minha velocidade era de cerca de 40 km, portanto baixa, pude observar que o motorista atropelou o bichinho de propósito. Minha vizinha, que vinha a pé pela mesma rua, também presenciou esse lastimável episódio.
Enquanto o "motorista" se afastava lentamente, parei para remover o pequeno animal dali. Percebi que ainda respirava, mas com muita dificuldade. Em segundos, morreu. Era um belo gato amarelo, saudável e com cerca de dois anos, ou menos.
Transitando pela cidade, percebo que animais atropelados em vias públicas são uma constante. Depois da cena que presenciei na última quinta-feira, passei a acreditar que motoristas atropelam os indefesos animais por prazer. Sendo assim, venho, humildemente, solicitar que este veículo de comunicação promova o debate dessa questão junto às autoridades e à sociedade.
Motoristas com esse tipo de transtorno criminoso e desvio moral deveriam ser criminalizados. E, principalmente, impedidos de dirigir. A população deve ficar atenta e denunciar. Infelizmente, não consegui anotar ou sequer memorizar a placa do veículo conduzido por esse dejeto humano e solicito que os moradores das imediações da avenida José Vicente Aiello fiquem atentos. Principalmente aqueles que têm amor e respeito pelos animais.
Por fim, gostaria de dizer que acredito que os meios de comunicação deveriam promover com mais intensidade campanhas pela proteção e pelos direitos dos animais. Quem acompanha o trabalho das poucas ONGs que se dedicam à proteção animal em Bauru sabe que ainda precisamos evoluir muito diante das questões que envolvem a saúde e a proteção desses seres indefesos. E isso envolve o poder público, as entidades da sociedade civil, a população em geral e, obviamente, os meios de comunicação.
Marta Vieira Caputo