Tribuna do Leitor

É preferível viver quadrado a morrer redondo


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Divertida, incontornável, famigerada, gelada, prazeirosa. Gera felicidade, espontaneidade e é finamente sedutora. Traiçoeira, sem que percebamos já estamos envolvidos. Pois é, estamos descrevendo a famosa loira gelada: a cerveja. Tardes de futebol com amigos, praia, mulheres e um simples “happy hour” estão se erodindo, pois afinal são ótimos convites para tal companhia. Pois é, com a nova lei seca em vigor, um simples copo de etílicos ou destilados poderá ser motivo de multa, suspensão do direito de dirigir e retenção do veículo.

Destarte, o país do futebol tenta amainar os dissabores causados pelo universo etílico. Afinal, este é o país dos 35 mil mortos por ano em acidentes de automóvel, em grande parte causados por embriaguez do motorista. Ou mesmo o berço dos assassinatos fúteis no bar e da violência doméstica, para os quais o álcool se faz amiudemente presente.

Entretanto, nos comercias anacrônicos, a cerveja continua jorrando, generosa e farta, em mensagens que identificam seu consumo à alegria, à jovialidade, ao sucesso, à beleza e às mulheres de biquíni. Não é tão simples atenuar o hedonismo, temos que erodir esse falaciosos comerciais e propagandas. Afinal, a Constituição Federal, em seu artigo 220, prevê restrições a esse tipo de publicidade.

Vivemos em uma sociedade maquiavélica, soterrada de sofismas, talvez essa lei possa ser fugaz como tantas outras, porém quem faz a sociedade somos nós cidadãos. E por que não começarmos por nós mesmos e acabar com esse périplo incontornável, e parar de ser rotulado como o país do “paz, carnaval, futebol, não mata, não engorda e não faz mal”.

Giovanna Costa Taneno – estudante

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