Tribuna do Leitor

Olimpíadas e o conflito armado na Ásia


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As Olimpíadas estão aí. Momento de festa e celebrações em todo o Planeta, afinal, esse é um dos únicos eventos democráticos de que temos conhecimento. Todas as nações se unem com o objetivo de competir e criar um clima de harmonia entre os diferentes povos.

Vemos líderes de vários países acompanhando suas delegações de atletas, cumprimentando uns aos outros e, pelo menos por um instante, questões conflituosas de caráter econômico, social ou política são deixadas de lado. A frase de ordem é festejar e torcer pelos atletas que representam cada Nação nas Olimpíadas.

Embora todos estejamos felizes com o evento, neste ano vamos ter de dividir nossas atenções para outro caso que, infelizmente, se contrapõe à riqueza e alegria dos Jogos Olímpicos. Na sexta-feira (8), a Rússia entrou em confronto com a Geórgia, dando início a uma guerra de grandes proporções na já conflituosa região do Cáucaso, na Ásia. O motivo para ataques entre os dois países é a invasão da Ossétia do Sul pela Geórgia, a fim de retomar o controle da região. A ação provocou a retaliação russa, que enviou tropas à região. Resultado: já são mais de 1500 civis mortos e diversos pontos do território destruídos.

Diante de tanta morte e intolerância, será que a comunidade internacional vai saber lidar com esses dois acontecimentos que tomam conta da agenda dos líderes? Esse vai ser um grande dilema não só para as autoridades mundiais como para as pessoas que estão ligadas ao confronto político.

O que não pode acontecer é não darmos importância para a guerra e ficarmos apenas contemplando os Jogos Olímpicos. Infelizmente, vamos ter de dividir nossas atenções e ter momentos de tristeza e felicidade. Espero que a guerra no Cáucaso termine logo para que não estrague as Olimpíadas deste ano. Caso contrário, vamos ter de ficar atentos para que um acontecimento não “abafe” o outro.

Aelton Aquino - estudante de jornalismo da Unesp

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