Tribuna do Leitor

Tirando as algemas


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“Quando o dinheiro fala, a verdade cala”.

Provérbio Chinês

O STF está mesmo impossível. Depois de optarem por aceitar que candidatos com nome sujo na praça, cobertos de lama até o pescoço, possam participar livremente das eleições a cargos públicos, agora resolveram abolir as algemas para não “intimidar” aqueles que não tiveram nenhum pudor de cometerem toda sorte de crimes contra os honestos que pagam impostos aos montes na nossa sociedade.

É mais uma demonstração cabal e inequívoca de que a nossa Justiça está voltada aos interesses de uma minoria sórdida e que as leis e todas as suas inúmeras armadilhas processuais ficam para o povo. Pasmem! Até o traficante Fernandinho Beira Mar pôde ficar no tribunal sem algemas!

Ser político num país como o Brasil é mesmo um grande negócio. Salários de marajás, benefícios que crescem mais que capim, oportunidades para grandes maracutaias e ainda o amparo sempre servil da Justiça brasileira.

Como pode o órgão máximo da Justiça enveredar pelo caminho da subserviência aos criminosos do colarinho branco? Como pode essa mesma Justiça dar tratamento VIP para aqueles que, em tese, são os maiores criminosos do País? Os banqueiros Dantas e Cacciola, junto com alguns empresários, perpetuaram golpes na nossa sociedade em valores que passam da casa dos bilhões de reais. É por isso que a nossa classe abastada tem ojeriza dos países como Cuba, Rússia e principalmente a China, pois naqueles países a Justiça não perdoa crimes contra as finanças públicas e os criminosos ficam apodrecendo nas cadeias.

Então ficamos assim: os criminosos do colarinho branco, se forem presos pela competente Polícia Federal, não poderão ser algemados, de preferência não deverão ser filmados sendo transportados para a sede da PF. Ficarem presos nem pensar, pois o STF providenciará a soltura através do primeiro habeas corpus que lá chegar. Assim é o Brasil. A educação é fictícia e ajuda a manter os mais pobres longe da cultura e do conhecimento, facilitando e muito a eleição dos mesmos sempre. A Justiça é para os mais ricos e poderosos e as leis para o povo pobre e sofrido.

Rafael Moia Filho

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