Fazia tempo que não punha meu carro na rua por volta de 18h. Tive de fazer isso dia desses e jurei para mim mesmo que só voltarei a fazê-lo em caso absoluta necessidade.
Nesse horário das 18, minha filha pediu que pegasse meu neto na escola de inglês. Para isso, tinha que pegar a Duque de Caxias. Ela bem que me avisou que fosse imbuído de toda paciência que eu tivesse, porque eu ia precisar. Ri. Achei que ela estava exagerando. Infelizmente, não estava.
Fiquei impressionado com a quantidade de carros nas ruas, no início da noite. Cheguei a enfrentar pontos de congestionamento! Em Bauru! A continuar assim, em breve teremos de implantar por aqui o rodízio já praticado há anos em São Paulo.
Mas nem foi a quantidade de carros que mais me chamou a atenção. Fiquei impressionado mesmo com a falta de educação para o trânsito por parte dos motoristas, especialmente os motoqueiros - isso mesmo, motoqueiros, já que se fossem mais educados seriam motociclistas.
Esses motoqueiros surgem do nada, buzinando entre os carros, "costurando", como dizem. Fiquei com pena das mães que ficam em casa preparando o jantar à espera de seus filhos. Dirigindo assim, muitos não viverão até a minha idade. E olha que nem sou tão velho assim...
Outra coisa que me chamou a atenção nesse horário, foi a falta de policiais nas ruas. Não vai aqui nenhuma crítica à corporação. Sei que serviço não falta a esses valorosos homens, mas acho que, especialmente em alguns pontos da Duque de Caxias, onde a situação é mais crítica nos horários de pico, policiais estacionados estrategicamente em alguns pontos inibiria consideravelmente os absurdos que muitos maus motoristas cometem no trânsito.
Outra coisa que merece discussão, desta vez com as auto-escolas: é um "crime" colocar uma pessoa que está aprendendo a dirigir num trânsito daquele. Certamente, tem aluno ficando traumatizado!
Aí vão dicas que podem ajudar a melhorar um pouco a vida de quem precisa se aventurar todos os dias pela avenida Duque de Caxias, por volta das 18h. Fiquei com dó da minha filha, mas ela terá de apelar para o serviço de táxi da próxima vez. Eu já decidi: não me arrisco mais.
José Cornélio - motorista aposentado