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Alunos de arquitetura enfrentam as dificuldades comuns a deficientes

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

Estudantes do primeiro ano de arquitetura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) tiveram ontem uma aula prática sobre as dificuldades em ser portador de deficiência. A aula, realizada há dez anos na praça Rui Barbosa, tem por objetivo mostrar aos futuros arquitetos a necessidade de se construir de acordo com as necessidades da população, envolvendo também os portadores de deficiência.

De acordo com a arquiteta Maria Helena Rigitano, o intuito é mostrar aos alunos, antes de ensinar as normas técnicas, que eles devem pensar nos portadores de necessidades especiais ao elaborar um projeto. “Temos o objetivo de formar com responsabilidade, para que o aluno veja que o projeto tem que ser feito pensando em todos”, destacou.

Os alunos aprovaram a iniciativa. O estudante Raul Sanches sentiu na pele a dificuldade dos cadeirantes em Bauru. Ele subiu a rampa de acesso da catedral do Divino Espírito Santo e constatou que é preciso ter muita força no braço para conseguir. “Quando a gente olha para eles parece fácil, mas não é. É muito difícil”, disse.

Já as estudantes Bruna Geromel Faria e Elisa Pennings vendaram os olhos e caminharam pela praça como deficientes visuais. “Parece que você vai cair em um abismo”, afirmou Bruna. Ambas consideraram a experiência válida, já que não tinham idéia da dificuldade. “É importante, porque na hora que você vai construir alguma coisa, vai pensar nos deficientes”, ressaltou Elisa.

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