Embora perto da extinção no Bauru Tênis Clube, o pólo aquático bauruense ainda colhe frutos do trabalho de base realizado no final da década de 90. Titular da Seleção Brasileira de pólo aquático, a bauruense Luiza Carvalho, de 24 anos, fechou contrato para jogar em uma das ligas mais valorizadas da Europa, onde defenderá o Iraklis, da Grécia, como a principal contratação da temporada.
Outro bauruense que está afivelando as malas é Rudá Franco, 22 anos, filho do ex-secretário de esportes José Roberto Franco, o Sapé, falecido em maio. Rudá é ala do Paulistano, de São Paulo, e também defende a Seleção Brasileira. Ele foi contratado por um ano para defender o Valência, da Espanha. Embora nascido em Bauru, Rudá começou nas escolinhas de pólo aquático do clube Jundiaiense, em 1999.
Já Luiza iniciou nas escolinhas de pólo aquático feminino do BTC, em 1997. Em 2000, foi convocada pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira de pólo aquático, mas só em 2002 deixou Bauru para defender o Paulistano, onde ficou por quatro anos. No ano passado, a bauruense foi titular absoluta da Seleção que terminou em quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.
Atualmente defendendo o Pinheiros, em São Paulo, Luiza já prepara as malas para embarcar para a Grécia. A temporada grega começa em novembro. Para defender o Iraklis - equipe recém-promovida à primeira divisão da Grécia -, Luiza negociou os valores e acertou sua liberação para defender a Seleção Brasileira feminina nos momentos que for convocada.
Além de salários em euro, outro fator que chama a atenção de brasileiros para atuar na Europa é a oportunidade de disputar uma liga profissional com maior freqüência de jogos. Rudá recebeu a primeira proposta para jogar na Espanha em 2005, mas não aceitou porque estava defendendo a Seleção Brasileira no mundial júnior de pólo aquático.
No início deste ano, ele passou três meses treinando na Espanha, quando recebeu nova proposta de jogar pelo Valência, que atua na segunda divisão espanhola. O bauruense foi indicado à comissão técnica da equipe espanhola por um goleiro do Barcelona, que o viu jogar. Além dos salários, Rudá terá moradia e alimentação custeados pelo novo time.
“Ganhar uma experiência internacional será muito importante para minha carreira. Se ficarmos dependendo de só jogar no Brasil não evoluiremos muito. Lá fora tem um calendário certo e joga-se todo o sábado. Aqui no Brasil, no adulto, jogamos três campeonatos por ano, aí pára, fica seis meses sem jogar. É um pouco desorganizado. Na Espanha, o esporte é profissional, fiz o contrato de um ano, com a possibilidade de renovação. Mas quero ficar por lá uns dois anos”, explica o jogador.