Regional

Mata regenerada protege nascentes

Da Redação
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Garça - Bastou plantar 40 mil mudas em 25 hectares em parte da microbacia do Córrego do Barreiro para que as nascentes, em um rápido período, aumentassem seu volume e a água apresentasse melhora de qualidade e quantidade para o abastecimento de Garça (70 quilômetros de Bauru).

A revitalização de nascentes e de rios que abastecem o município mobiliza um significativo número de pessoas e permite a integração de produtores locais.

Para a realização do projeto de recuperação, os produtores rurais que contam com áreas com viabilidade para plantio de plantas nativas em suas propriedades foram agrupados em uma entidade, a Associação dos Produtores Rurais da Microbacia Hidrográfica do Córrego do Barreiro.

Treze propriedades já contam com os trabalho. Para a execução do projeto, uma equipe de mata ciliar, com seis funcionários capacitados, efetua ações que vão desde a limpeza de terrenos, passando pela proteção de áreas com cerca e culminando no plantio de árvores.

Garça ocupa uma posição estratégica no Estado, com a nascente de três bacias hidrográficas - Peixe, Aguapeí e Paranapanema. A microbacia que está sendo recuperada em Garça conta com uma área de mais de 5,5 mil hectares, com um total de 53 propriedades, sendo que dois terços delas são consideradas de pequeno porte.

Luiz Fernando de Jesus Tavares, engenheiro agrônomo e coordenador do projeto da Secretaria Estadual do Meio Ambiente na região, esteve recentemente acompanhando o andamento dos trabalhos nas propriedades locais. Segundo ele, os resultados poderão ser ainda mais efetivos.

“Se tivermos a participação dos produtores, que fazem a cessão de parte da área de suas propriedades para a execução desse plantio, iremos verificar um avanço na recuperação dessa microbacia que é de extrema importância para o abastecimento de água da cidade de Garça”, explica Tavares.

A parceria envolve governo do Estado, por intermédio da Secretaria do Meio Ambiente, Prefeitura de Garça, SAAE, Banco Mundial, Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati) e Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Até julho deste ano, o projeto local teve um investimento da ordem de R$ 111.660, usados para aquisição de mudas, elaboração de estudos, contratação de pessoal entre outras demandas.

A recuperação da mata ciliar já foi implantada nas propriedades: Chácara Codonho, Sítio Água do Ouro III, Fazenda Santa Adélia, Fazenda União Gleba II, Chácara Morada do Sol, Fazenda Cascata, Fazenda Santa Helena, Sítio São João, Estância Santa Isabel, Sítio São José da Boa Vista, Fazenda Canaã, Fazenda Canaã e Sítio Bonanza.

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