Há alguns dias atrás, tive o prazer, e ao mesmo tempo o desprazer, de conhecer o candidato Rodrigo Agostinho. Encontrei-o na feira livre da Falcão, onde moro. Minha filha já o conhecia e me disse ser ele uma pessoa simples e simpática. Realmente ele fez jus ao comentário dela, foi muito atencioso quando lhe pedi um minuto de seu tempo.
O motivo de meu pedido foi para que ele pudesse me explicar, por que causa, motivo ou circunstância, ele fez essa famigerada coligação com o PT!
Então, para meu desencanto, ele alegou que essa seria a única forma de conseguir verbas do governo federal para a cidade.
Sabe, meu garoto, fiquei extremamente decepcionada com sua resposta!
Existem pessoas que escondem em quem vão votar, caso a gestão seja ruim, elas se vêem livres de cobranças. Não sou desse tipo, digo sempre em alto e bom som quem é meu candidato!
Votei em você para deputado e estava pronta para votar em você para prefeito, pois, em minha opinião, as pessoas mais jovens são mais idealistas e corajosas para “meter a cara”.
Daí vem a minha decepção com você!
Você preferiu se aliar a um partido que não engulo, de forma alguma, nem o partido, e muito menos seus partidários, salvo raras exceções. Isso para mim foi como uma traição a um ideal. Só vim a te conhecer pessoalmente neste dia, mas você me parece um rapaz muito correto e justo, não tenho dúvidas que assim o seja, mas gostaria de votar em alguém que tivesse “peito” de chegar para aquele mecânico barbudo, e dissesse a que veio! Que foi buscar o que lhe é de direito, e se necessário, brigasse por isso, não se submetesse a levar a tiracolo alguém do seu partido para fazer as honras da casa!
A obrigação de um presidente é atender a todos com igualdade, senão ali mesmo começa a corrupção, pois liberar verbas apenas para pessoas de seu partido significa “comprar” a opinião do povo. Assim fica fácil cumprir promessas de campanha.
Por tudo isso, meu garoto, você perdeu meu voto e, talvez, o de minha família também (aqui cada um vota em quem quer). E conversando na rua, por aí, sei de muitas pessoas que mudaram de idéia sobre votar em você também.
Mas, com ou sem meu voto, te desejo boa sorte. E se, por acaso, você chegar lá, espero que você consiga se preservar em meio a tantos lobos vestidos com pele de cordeiro. Não deixe que a corrupção manche seu passado e muito menos o seu futuro, pois, no futuro eu ainda quero poder votar em você. Mas desta vez não!
Magali Martiniak Teixeira