Economia & Negócios

Preços de GPS caem pela metade

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

O empresário Nivaldo Augusto Prestes está comemorando a economia proporcionada aos negócios que administra com a instalação de aparelhos de GPS (Global Positioning System, em inglês) nos sete veículos de sua empresa de táxi. Preocupado com questões que envolvem segurança, ele instalou GPS em sua frota no ano passado. Com o aumento da demanda e da concorrência entre fabricantes, o preço do aparelho está caindo cada vez mais.

“Com passageiro no carro, não dá para parar e perguntar onde fica determinada rua”, explica Prestes. O empresário investiu cerca de R$ 800,00 por cada aparelho quando decidiu instalar nos automóveis. “Foi um investimento que valeu a pena”, afirma.

Funcionário da empresa, Sérgio Ricardo de Souza também aprova o uso. “Já fui para Caldas Novas e Foz do Iguaçu e o GPS auxiliou bastante. Economizo muito tempo para chegar no destino”, completa.

Com o surgimento de novas marcas no mercado, o preço do aparelho caiu pela metade. Em Bauru, há modelos vendidos por R$ 699,00. De acordo com estimativas de distribuidores e produtoras de mapas digitais, o Brasil deve encerrar 2008 com vendas de aproximadamente 120 mil aparelhos veiculares de GPS, quase o dobro em comparação a 2007.

Tecnologia avançada

De acordo com a Associação das Empresas de Táxi, depois de ligado, o GPS recebe sinais dos satélites que compõem o sistema. Esses sinais identificam a localização do carro (latitude e longitude). Para estabelecer o melhor caminho, basta digitar o endereço ou um ponto de referência. O GPS transforma a informação em coordenadas.

O sistema cruza as coordenadas com dezenas de mapas (geográficos, hidrográficos e de trânsito, por exemplo). Em segundos, aponta as opções de rota. Os navegadores destacam as vantagens de cada opção traçada e permitem que o motorista escolha entre a mais curta e a mais rápida. Há opções de rotas específicas para pedestres e para caminhões.

O motorista pode decidir como quer receber as orientações: somente com indicações no mapa disponibilizado na tela do aparelho ou também por voz a partir de informações como “a 200 metros, vire à direita”. Se o usuário sair do caminho (por erro ou por escolha), automaticamente o aparelho recalcula todas as informações e refaz as instruções, mostrando qual a melhor opção naquele momento.

“As empresas que mais compram (esses equipamentos) são as que possuem frota de veículos”, afirma o vendedor Rubens da Silva de Souza. No estabelecimento em que ele trabalha em Bauru, é possível encontrar GPS por R$ 699,00 - custava R$ 1.199,00 (queda de 41,7%) no início do ano. “Tem na memória até 250 cidades”, afirma.

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Mais opções

Em outro estabelecimento da cidade consultado pela reportagem, o vendedor Sílvio D’ávila explica que trabalha com uma marca exclusiva de GPS que não possui mensalidade e anuidade. No local, os preços começaram a cair em maio. O modelo em questão (T-Levo) possui mais de mil cidades de cobertura em vários Estados. Dessas, 380 são oficiais, levando o motorista ao endereço exato.

O equipamento, que em maio custava R$ 2.100, pode ser encontrado por R$ 1.400,00. O aparelho vem com MP3, vídeo e foto. A atualização dos mapas é por conta do próprio cliente. Faz a função de tocador de CD e ainda avisa o motorista antes de passar por radar fixo. “Compra mais quem viaja principalmente para São Paulo e Campinas”, diz. O estabelecimento comercializa dois aparelhos por mês.

Em outra loja, o aparelho encontrado vem com o sistema bluetooth e sai por R$ 1.850,00. Toca MP3 e dá a localização exata de milhares de endereços. Por R$ 1.300,00 é possível comprar um GPS livre de mensalidade e com mil cidades brasileiras na memória.

“Mas apenas 157 são auditadas e navegáveis”, explica o auxiliar administrativo Felipe Hokama. O aparelho conta ainda com comando de voz e com os chamados pontos de interesse, que detectam hospitais, cinemas, shoppings e polícia rodoviária. Também acusa a presença de radares fixos.

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