Turismo

Rios, cachoeiras e trilhas

Por Eliane Barbosa | Com informações do Sebrae
| Tempo de leitura: 6 min

A zona rural de Peruíbe, que fica dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, tem rios, cachoeiras de até 30 metros, trilhas e áreas maravilhosas. Um conjunto natural que procura preservar a cultura caiçara, deixando o índio em seu habitat.

Para quem quer mais aventura e maior contato com a natureza, a dica é seguir adiante e entrar na Estação da Juréia, que agora conta com a Eco Adventure Agência de Turismo e com a Pousada Waldhaus, fundada pelo empresário Remo Thilo Eckert.

Mais do que hospedagem, a pousada oferece circuito de trecking para empresas e escolas, conscientizando os visitantes para a preservação do meio ambiente, canoagem e roteiros nos rios da Juréia com Jeep Tour. A pousada fica no Guaraú, com todos os apartamentos voltados para o mar e para as montanhas. Um local especial para no máximo 35 pessoas.

Outra pousada recém inaugurada voltada também para a preservação do verde: A Pousada “Na Trilha da Juréia”, na encosta da Serra dos Itatins e no limite no entorno da estação ecológica Juréia- Itatins.

Bem maior, com 210 leitos, oferece turismo de aventura, tirolesa e oferece aos clientes informações sobre diferentes atividades de lazer como observação de pássaros, insetos e outros animais. Além da pousada, o empresário é proprietário da agência de turismo receptivo

”Na Trilha da Juréia”.

Na zona rural entre Itanhaém e Mongaguá funciona há pouco tempo um hotel que merece ser citado: O Dom Gambini. Com capacidade para 70 hóspedes, oferece completa infra-estrutura, como outros da Baixada Santista.

Mas o que mais atrai os visitantes são as trilhas e caminhadas oferecidas, um contato com a natureza preservada, com o cheiro de terra molhada que por si só dá uma paz interior. O hotel fica dentro da Mata Atlântica, longe da praia, mas mesmo assim tem público cativo.

Mongaguá fica a 24 quilômetros de Praia Grande e oferece também uma praia que se chama Grande. Na alta temporada é ela que sedia shows musicais (avenida Beira-Mar) e sedia uma feirinha de artesanato. A areia é escura, mas o lugar é perfeito para se descansar.

A cidade tem outros pontos de interesse: a Plataforma de Pesca – uma estrutura de concreto com 400 metros de extensão, aberta 24 horas e muito procurada por pescadores amadores e profissionais e por surfistas que aproveitam as ondas formadas junto aos pilares e o Poço das Antas. Este uma queda d’ água com piscinas naturais e trilhas ecológicas.

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De Peruíbe a Juréia

As cidades da Baixada Santista oferecem refúgios ecológicos e, cada vez mais, investem em infra-estrutura. Somente 40 quilômetros separam Mongaguá de Peruíbe, cidade que oferece, além dos seus 32 quilômetros de praias, a Corredeira do Perequê, o Parque Estadual da Serra do Mar, o Museu de História e Arqueologia, as Ruínas do Abarebebê, monumentos e o complexo Lama Negra, entre outros atrativos.

E, na zona rural, uma nova surpresa: a Estação Ecológica Guanhanhã, que em tupi-guarani significa áreas elevadas ou montanhosas. A iniciativa é do gaúcho Wladislau Wiazowski que com a ajuda de amigos fundou, em 1994, uma ONG.

“A partir daí, seu trabalho não parou. Hoje tem a parceria com o Instituto HSBC de Solidariedade e a estação trabalha com pesquisas, com apoio do Museu Oceanográfico da USP e possui laboratórios, cozinha industrial e pode-se andar por trilhas e praticar o rapel. O local tem capacidade para hospedar 100 pessoas, em 16 suítes e dois alojamentos, mas apenas pesquisadores têm este privilégio”, detalham as jornalistas Rosely Rocha e Sandra De Angelis.

Para visitá-la há necessidade de agendamento prévio. Fica a apenas 15 km do trevo principal de Peruíbe. O acesso particular é gratuito. Já grandes grupos e escolas pagam uma taxa para ajudar na manutenção do local.

Uma das principais atuações da Guanhanhã é a preservação do palmito jussara. Para evitar a extinção, Wladislau conta que a estação plantou 1 milhão de sementes e mais de 200 mil mudas do palmito.

Somente na cidade, há oito anos foram plantadas 15 mil mudas. O resultado é a volta do tucano à região, inclusive já sobrevoando o perímetro urbano da cidade. Ele explica que a ave extrai a polpa da semente do palmito e joga a semente fora. “ A semente do palmito só nasce depois que se tira a polpa e o ganho é bem maior. Além disso usamos a polpa do palmito jussara que é mais saudável do que a do açaí”, ensina.

Outro objetivo da estação é ajudar o caiçara a aumentar sua renda. São 250 famílias que sobrevivem da pesca e da plantação de banana, por isso há projetos na área de piscicultura, já que a região é repleta de mananciais.

“Os índios também são favorecidos nesses projetos e, além disso nas visitas dos estudantes, eles mostram um pouco da sua cultura, por meio da dança e também vendem seu artesanato”, diz.

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Pontos turísticos de Itanhaém

Casa de Câmara e Cadeia

A antiga Casa de Câmara e Cadeia, sede de diversas exposições sobre temas e datas importantes que marcaram a trajetória da cidade. No local, encontra-se uma urna funerária indígena com cerca de 500 anos, junto a qual estão também os restos de ossada de um jovem índio tupi, com cerca de 15 anos. A urna e a ossada foram encontradas há cerca de 20 anos, junto ao Morro Itaguaçu.

Igreja Matriz de Sant’anna

Faz parte do patrimônio histórico da cidade. Sua construção data, provavelmente, de 1642 a 1679. Na entrada há uma peça rara: a imagem de Virgem Maria, feita em barro cozido há mais de 400 anos. Foi tombada pelo IBPC em 1942. Informações pelo telefone (13) 3422-4029.

Convento Nossa Senhora da Conceição

Começou a ser construído em meados do século 15 pelos padres franciscanos. Fica no alto do Morro Itaguaçu, onde se tem visão global da cidade e é alcançado por uma ladeira em dois lances. Mais informações pelo telefone (13) 3422-1167.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Fica na Praia da Saudade e abriga duas santas (Nossa Senhora de Lourdes e Santa Terezinha).

Morro do Sapucaitava e Paranambuco

O primeiro tem semelhança com caroço de uma árvore, a chapéu de sol e o segundo localiza-se entre as praias dos Sonhos e Cibratel.

Ilha das Cabras

Rochas e vegetação formam essa pequena ilha, que nas marés baixas pode ser alcançada a pé pela Praia dos Pescadores.

Pocinho de Anchieta

Fica na Praia dos Sonhos e, segundo Benedito Calixto, foi construído pelos índios, sob orientação de Anchieta, para melhor apanharem as tainhas.

Amazônia Paulista

A bacia hidrográfica do rio Itanhaém é a segunda maior do Estado. Quem quer conhecer seus atrativos pode procurar as agências: Turismo Rio Branco (3426-2127), na avenida Pedro de Toledo, 225, e a Marina São Pedro (3422-1345), na rua Wadir Dias Bexir, 910.

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