Pesca & Lazer

História de pescador: A arapuca


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Prezados companheiros e leitores desta coluna. A história que vou contar passa-se exatamente às margens do rio Batalha, ali na região da minha querida e amável Avaí, onde passei um pouco de minha infância e, quando falo dela, vem um nó na garganta, talvez um misto de saudade e lembranças daqueles velhos tempos em que brincava a noite no jardim da cidade, pois morava ali ao lado e das apostas de corridas com os colegas no jardim, me esforçando para chegar primeiro. Quanta saudade!!!!!

Voltando ao foco do assunto, esse fato se deu nas Chácaras Batalha, quando meu cunhado, o Antonio Carlos Voris, tinha uma chácara ali. Quase todo o final de semana eu ia para a chácara passar o sábado e domingo. Ali ficava, fazendo uma coisa e outra, descia para as margens do rio, enfim, o tempo passava que quando se percebia já era domingo à tarde e tinha que voltar.

Quando chegava no sábado, eu tinha feito uma arapuca, velha armadilha confecionada com lascas de bambu, e armava na baixada da chácara, mais ou menos uns 50 metros antes da margem. Ali costumava pegar uns nambu, codornas, etc.

Certo domingo, quando me preparava para retornar para Bauru, fui no local, armei a arapuca, deixei bem cevada e retornei para Bauru. Na segunda feira, começou uma chuva, que só veio a parar três dias depois.

No próximo final de semana retornei à chácara, percebi que, com a chuva, o rio transbordou, chegando até onde estava a arapuca. À tarde, quando percebi que o rio tinha baixado e voltado ao seu leito normal, fui verificar a arapuca. De longe percebi que a água do rio tinha chegado até ela e tinha se desarmado.

Quando cheguei e fui levantá-la para armar de novo, qual não foi a minha surpresa: debaixo dela, preso, encontrava-se um belo de um corimbatá, que quando a arapuca desarmou, deixou ele preso. Como histórias de pescador, tem um certo ar de mentira, este fato foi presenciado pelo amigo Cláudio Barravieira, do Núcleo do Jardim Europa, mais conhecido por Chimbica. Perguntem a ele.

Domício Iamashita é pescador e contador de histórias.

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