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Horário de verão começa no dia 19 de outubro em três regiões

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
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Brasília - O horário de verão deste ano começará no dia 19 de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País. À 0h, os relógios terão que ser adiantados em uma hora. Segundo informações do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão deverá acabar à meia-noite do dia 15 de fevereiro de 2009. A expectativa do governo é de que haja uma redução no consumo de energia de 4% a 5% no horário de pico, o que equivale a uma economia de 2 mil MW.

O horário de verão é adotado sempre nessa época por causa do aumento na demanda, ocasionado pelo calor e pelo crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Nesse período, os dias têm maior duração por causa da posição da terra em relação ao sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.

No ano passado, o país registrou uma economia de R$ 10 milhões com o horário de verão, menor do que nos anos anteriores, quando a redução dos gastos com energia elétrica foi em média de R$ 40 milhões. De acordo com o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) isso ocorreu porque houve poucas chuvas no fim do ano e, com isso, o País teve que acionar usinas termelétricas, mais caras do que as hidrelétricas geralmente usadas.

O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário ocorreu nove vezes.

Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados atingidos e no período de duração.

O consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 6,1% em julho sobre o mesmo mês do ano passado, indica a Resenha Mensal do Mercado, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), divulgado ontem. No total, o consumo de energia pelo sistema elétrico nacional no mês passado totalizou 32,509 mil gigawatts-hora (GWh), o segundo maior do ano. No acumulado dos primeiros sete meses de 2008, o crescimento foi de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado e, nos últimos 12 meses até julho, o consumo cresceu 4,6%.

Os principais destaques em julho, segundo a EPE, foram as classes residencial e comercial, que assinalaram as maiores expansões, respectivamente de 8,4% e 7,2%. O consumo industrial cresceu 5,3% em julho sobre o mesmo período no ano passado.

Sem apagões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou ontem, ao fazer um balanço do cenário econômico nacional, que o governo não vai permitir o retorno da inflação ou mesmo os apagões no setor de energia. “O governo lançou no início do ano passado o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Nessa área, temos muito o que comemorar. A oferta de energia elétrica está garantida. A turma do contra que me desculpe, mas não haverá apagão no Brasil”, disse durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

No que diz respeito à inflação, Lula disse que “em hipótese alguma” o governo vai permitir a irresponsabilidade fiscal no País. “Também conquistamos a estabilidade monetária. Em hipótese alguma permitiremos a volta a inflação e a irresponsabilidade fiscal nesse País. E continuaremos nos esforçando para melhorar ainda mais o ambiente econômico”, afirmou.

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