São Paulo - O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou ontem qualquer hipótese de se candidatar à Presidência da República em 2010. “Não há a menor hipótese. Hoje, o (José) Serra está mais perto, pois tem um patamar mais alto, por estar no governo de São Paulo. O presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) não podendo ser candidato em 2010, o jogo fica mais equilibrado”, disse o tucano. Ele disse ainda que irá trabalhar para unir o partido em 2010. Sobre a participação de Serra em sua campanha, Alckmin afirmou estar “muito satisfeito”. “Quem tem que pedir voto, ir para a rua, é o candidato.”
O tucano falou também sobre as pesquisas de intenções de voto. “No segundo turno, pesa muito a rejeição, a minha rejeição é de 13%, 14%, a da minha adversária (Marta Suplicy) é praticamente o dobro.” Alckmin afirmou, no entanto, que não tem nenhum interesse em fazer críticas a A ou a B. “Quero fazer uma campanha propositiva.
O tucano também destacou defender uma reforma política que diminua a quantidade de partidos. “Precisamos ter partidos com fidelidade partidária, com propostas, com programas. É preciso melhorar o sistema político.” Ele defendeu o voto distrital e facultativo e a cláusula partidária. Alckmin falou ainda do presidente Lula. “Ele tem uma história política invejável. Isso não quer dizer que ele faça um grande governo não.”
Questionado sobre investimentos no metrô, caso eleito, o tucano afirmou que pretende financiar de três formas: “Primeiro, recursos do orçamento da prefeitura, investir o máximo que puder, se puder investir mais de R$ 1 milhão, ótimo; segundo, setor privado, operações urbanas (...).
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“Prefeito bossa nova”
São Paulo - Com um estilo discreto e avesso a polêmicas, postura que já lhe valeu o apelido de “picolé de chuchu” - algo insosso, sem graça -, o candidato a prefeito Geraldo Alckmin (PSDB) ganhou ontem uma alcunha mais simpática: foi chamado de “bossa nova”, ritmo que inovou a música brasileira há exatos 50 anos. O apelido foi dado por Maristela Kubitschek, filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), considerado o “presidente bossa nova”.
Na época, o apelido dado a Juscelino foi uma referência ao espírito moderno que seu governo pretendia imprimir ao País. A expressão “bossa nova”, no fim da década de 50, representava qualquer atitude ou manifestação identificada com o novo e o moderno. “Ele tem uma caminhada muito parecida com a de Juscelino”, afirmou a filha do ex-presidente, ressaltando o fato de ambos terem abandonado a medicina para entrar para a política.
Após falar das semelhanças entre os dois políticos, Maristela lembrou o apelido de seu pai para estendê-lo a Alckmin. “Eu quero ver o prefeito bossa nova para São Paulo”, emendou.
No encontro, em uma esquina da avenida que leva o nome do pai de Maristela, Alckmin recebeu um livro sobre a gestão de Juscelino na Prefeitura de Belo Horizonte. Também ganhou de presente um quadro com uma foto do ex-presidente na inauguração de uma hidrelétrica em Minas. A foto foi dada a Alckmin pelo deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), afilhado de Juscelino.