Bairros

‘Água misteriosa’ faz vítimas na Getúlio

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Quem passa com freqüência pela avenida Getúlio Vargas, no cruzamento com a Gustavo Maciel, já viu água utilizada correndo pelas canaletas da avenida, que se espalha pela via após a passagem de cada veículo. Mal cheirosa e escorregadia, a água utilizada, que parece conter óleo, é uma verdadeira armadilha. Ontem, dois motociclistas caíram após derraparem no local. De acordo com o Corpo de Bombeiros, esse tipo de acidente é freqüente naquela esquina.

Ontem, a poça de água estava enorme. Escorria até para a entrada da avenida Comendador José da Silva Martha. O universitário Miguel Coelho da Costa, 25 anos, conta que estava indo com sua motocicleta para a faculdade quando viu a mancha de água. Ao fazer a curva na avenida para contornar a Praça Portugal, o veículo escorregou.

“Eu caí e o outro motociclista que estava logo atrás de mim viu a poça, tentou frear, mas não conseguiu e caiu também. Se ele não tivesse tentado parar, acho que ele cairia bem em cima de mim”, conta. Com a queda, Costa fraturou o joelho, os cotovelos e lesionou o pescoço, além de ter peças da moto danificadas. “Tiveram que acionar os Bombeiros, fiz BO e pretendo ir adiante para saber de quem é o responsável por isso”, diz.

A administradora Gislaine de Souza conta que a água incomoda há muito tempo. “Hoje (ontem) pela manhã caíram dois motoqueiros na seqüência. E não sabemos que órgão acionar para verificar o que está acontecendo”, diz. Para ela, falta cuidado com o local. “Aqui a galeria vive entupida. Também falta semáforo para pedestre. Precisa ter um cuidado melhor com a região”, avalia.

Nem a administradora nem o motociclista souberam apontar com certeza a origem da água utilizada. A reportagem entrou em contato com a prefeitura para obter explicações. Em nota enviada por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Obras informou que a solução do problema do escoamento de água no local está ligada à implantação de galerias, tubulação e bocas-de-lobo. Porém, a prefeitura já admitiu que o problema ainda deve prolongar pois estas obras dependem de disponibilidade de recursos financeiros.

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