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Bauru tem 355 mil habitantes, diz IBGE

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru tem atualmente 355.675 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para este ano. Divulgado ontem, o número corrige uma distorção de 2007, quando a população dos municípios “encolheu”. Por aqui, por exemplo, previram 347.601 habitantes, ou seja, 9.079 a menos que em 2006.

A redução, no entanto, foi explicada a partir da contagem realizada no ano passado em municípios com até 150 mil habitantes. O trabalho deixou de incluir pouco mais de 6 milhões de pessoas no País. Sem elas, o índice usado para o cálculo de estimativas em cidades maiores provocou a queda populacional. Por conta da defasagem, os números de 2008 foram ‘aperfeiçoados’, informa a assessoria de imprensa do IBGE.

De acordo com o órgão de comunicação, a estimativa populacional vem de um cálculo demográfico, que contempla números de quem nasceu, morreu, imigrou e emigrou. É diferente de censos e contagens, realizados a partir da declaração dos moradores. Neste caso, o subregistro (que deixou de incluir 6 milhões de pessoas em 2007) é uma tradição no mundo, acrescenta a assessoria de imprensa do IBGE.

É comum os recenseados esquecerem de citar crianças com até 4 anos, idosos ou o parente que mora na edícula ao lado, por exemplo. Para contornar a omissão, a maior registrada pelo IBGE desde 1980, o instituto decidiu melhorar seus números neste ano. Com a iniciativa também acatou recomendação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), uma das cinco comissões econômicas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Crescente

Ainda assim, também segundo o órgão de comunicação, a omissão de 3,4% da população brasileira na contagem do ano passado é aceitável internacionalmente. Embora tenha feito diferença na estimativa populacional dos municípios, para o professor e economista Reinaldo Cafeo, os números divulgados pelo IBGE em 2007 e 2008 são mais confiáveis que os de 2006, mais distante de qualquer censo ou contagem.

Para Cafeo, Bauru continua crescendo e não perdeu gente. “Se eu fosse comparar alguma coisa, compararia 2007 a 2008. O crescimento é de quase oito mil pessoas. É isso que é determinante. Eu não concluiria que pessoas saíram daqui, que a cidade perdeu gente. O município continua tendo crescimento. Vai fechar a década com crescimento muito parecido com a média do País, que caiu de forma geral”, explica .

O economista ressalta que o Brasil está envelhecendo. A antiga pirâmide demográfica agora ganhou formato de pêra. “Antigamente a base grande era formada por crianças e jovens. Mudou e em Bauru não é diferente, o que indica mudanças de políticas públicas. Estamos seguindo tendência”, informa o economista. O controle mais rigoroso de natalidade, que mudou o padrão das famílias brasileiras (atualmente com filho único ou apenas um casal), ajudou neste contexto.

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Atração

Bauru se mantém como pólo de atração regional, na opinião do economista Reinaldo Cafeo. Na avaliação dele, municípios do entorno vislumbram possibilidades por aqui. “É uma cidade que atrai a olhos vistos. Nós fizemos um estudo na Instituição Toledo de Ensino (ITE) do censo de 2000. O saldo migratório era positivo. E você percebia outras cidadezinhas no entorno encolhendo, envelhecendo, com saldo migratório negativo”, informa.

De acordo com o professor, a cidade também tem saldo vegetativo positivo. Ele é o resultado do número de nascimentos, mortes, imigrações e emigrações.

“A velocidade de crescimento é característica de pólos regionais. Têm várias pessoas que vêm como gerentes, diretores de organizações, de bancos. Tem ocorrido uma coisa curiosa: depois de um tempo na cidade, abrem mão da transferência”, comenta.

Já o aspecto negativo da população flutuante pode ser constatado nas favelas, pondera Cafeo. “Temos 23. É demonstração de que vem a população flutuante que, sem conseguir condições melhores, mora perifericamente”, conclui.

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