Cultura

Cineclube apresenta mostra ‘Itinerância’

Da Redação
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O Cineclube Aldire Pereira Guedes apresenta a mostra “Itinerância Videobrasil 2008-2009” amanhã, a partir das 16h, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) São Paulo. O programa contempla as obras audiovisuais premiadas no 16.º Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC_Videobrasil, incluindo documentários, dança, intervenção urbana e videoarte.

Com patrocínio da Petrobras, o programa reúne obras realizadas nos últimos dois anos na América do Sul, África e Oriente Médio, por artistas emergentes ou de trajetória consolidada, como Mauricio Dias e Walter Riedweg, Eustáquio Neves e Caetano Dias. Divididas em dois programas, as obras exemplificam as estratégias que envolvem o vídeo hoje, como a reinvenção do documentário, a incorporação da imagem nas intervenções urbanas e o recurso ao videoensaio na abordagem das transformações sociais e pessoais.

O segmento inicial da “Itinerância Videobrasil 2008-2009” reúne as obras premiadas pelo júri internacional do festival. Entre os traços que unem os trabalhos, o júri destacou a profundidade da investigação e a preocupação com questões contemporâneas. A segunda parte traz obras dos artistas contemplados pelo Programa Videobrasil de Residências, que distribuiu prêmios de intercâmbio artístico entre os participantes da mostra competitiva.

• Serviço

Mostra “Itinerância Videobrasil 2008-2009” amanhã, a partir das 16h, no Teatro Municipal (avenida Nações Unidas, 8-9). Mais informações pelo telefone (14) 3235-1072.

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Programação

Programa 1 - Prêmios do Júri

“Rawane’s Song”, de Mounira Al Solh - Líbano/Holanda (2006) Vídeo sobre uma libanesa que não deseja falar de guerra. Partindo dessa premissa, ela desenvolve um discurso irônico, mas fica presa ao tema evitado. A voz substituída pelo texto deixa espaço para o silêncio, em que escutamos os passos de Rawane.

“Revolving Door”, de Alexandra Beesley & David Beesley - Austrália (2006)

“É uma grande decisão vender seu corpo para um homem com dinheiro na mão”, diz Gillian, a protagonista deste documentário que mistura fotografia e animação. As complexas questões envolvidas em seu trabalho nas ruas de Melbourne, Austrália.

“Juksa”, de Maurício Dias & Walter Riedweg - Brasil/Suíça (2006) Os três últimos habitantes de uma pequena ilha no Pólo Norte contam sobre 33 anos de suas vidas. Reflexões universais sobre o tempo e o envelhecimento, embaladas por uma música de Henry Purcell cantada ao vivo, numa íntima sessão.

“Várzea”, do Estúdio Bijari & Ricardo Iazzetta - Brasil (2006) Fria e esvaziada, a cidade de São Paulo vira campo de futebol, que vira várzea, que se torna palco onde se enseja um jogo. Obra de videodança sobre territórios, fronteiras e ocupação do espaço público.

Programa 2 - Prêmios de Residência Artística

“Untitled (Zimbabwean Queen of Rave)”, de Dan Halter - Zimbábue/África do Sul (2005) Montagem sobre a experiência do autor, um garoto branco, que viveu em Zimbábue nos anos 1990. A canção da zimbabueana Rozalla, conhecida como Queen of Rave, embala duas realidades antagônicas: brancos dançam enquanto negros protestam.

“Weekend”, de Federico Lamas - Argentina (2007) Uma discussão para cada dia do fim de semana. Dois capítulos construídos com cenas que permanecem na tela, deixando a linearidade dos discursos evidente. Um ensaio sobre a estranheza intrínseca a relações muito próximas.

“Abismo Virtual”, de Eustáquio Neves - Brasil (2007) Imagens recebidas por celular e e-mail revelam a intimidade de duas mulheres. Um texto-narrador conduz à reflexão sobre as relações estabelecidas pelas mídias digitais; a disposição e o desafio de se expor ao desconhecido.

“Canto De Aves Pampeanas 1”, de Nicolás Testoni - Argentina (2006) Dividido em capítulos não-lineares, o documentário traça um mapa do cotidiano da pequena cidade litorânea Ingeniero White, na Argentina, revelando as drásticas transformações decorrentes da implantação de um complexo petroquímico.

“Canto Doce Pequeno Labirinto”, de Caetano Dias - Brasil (2007) Registro da intervenção urbana feita pelo artista na Estação Ferroviária da Calçada, em Salvador. A construção de um pequeno labirinto de açúcar e a interação do público que consome a obra efêmera. Um ruído no cotidiano local.

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