O adolescente de 16 anos espancado por outro jovem há uma semana, em frente à escola estadual Major Fraga, no distrito de Tibiriçá, recebeu alta do Hospital de Base (HB), onde esteve internado na unidade de terapia intensiva (UTI). No entanto, ainda convive com as seqüelas da agressão e, muito provavelmente, perderá o ano letivo.
“É difícil, mas é melhor do que perder a vida”, comenta a mãe dele, segundo quem o adolescente enfrenta variação de humor e foi orientado por especialistas a dormir o menor tempo possível. “Ele ainda sente tonturas e o coágulo no cérebro ainda não foi absorvido pelo corpo. O médico explicou que, em dez dias, a tomografia não muda muito, mas não descartou uma cirurgia. Alertou muito sobre os riscos de convulsão”, explica.
Frente à situação, o garoto também está afastado de suas atividades profissionais. Ele trabalha numa fábrica. “A gente ficava até mais tranqüila no hospital. O socorro é pertinho, aqui não”, lamenta. A mãe da vítima ainda ressalta o quão prestativa foi a escola Major Fraga, onde seu filho estuda desde os 7 anos. “Nunca tive queixa nenhuma”, garante.
Em virtude da agressão, na última segunda-feira cerca de 50 moradores do distrito de Tibiriçá se reuniram em frente à escola para protestar contra a falta de segurança no local. A maioria deles era de pais e mães de alunos, sensibilizados com a família do adolescente de 16 anos.
Conforme o JC divulgou, a manifestação foi organizada pela Associação de Moradores do distrito de Tibiriçá e contou com a presença do pai do rapaz. A principal reivindicação do grupo é de que ao menos uma viatura da Polícia Militar (PM) realize, permanentemente, ronda escolar nos horários de entrada e saída dos estudantes.