Esportes

Golfe: Torneio homenageia a imigração japonesa

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Neste final de semana, o golfe de Bauru presta reverência à cidade e aos seus moradores. Criado originalmente para integrar o calendário das festividades do mês de aniversário do município, o Torneio Aberto “Cidade de Bauru” (que, este ano, encontra-se em sua quarta edição) pretende também realizar uma homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Reverência para lá de justa, aliás, já que o esporte foi introduzido no Interior do Estado pelas mãos dos imigrantes do “País do Sol Nascente”. Iniciada ontem pela manhã, a edição deste ano do torneio reuniu 65 competidores (muitos deles vindos de cidades de fora, como Itu, Campinas, Avaré e Itapeva) nas dependências do Bauru Golfe Clube, às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros.

O vice-presidente do Bauru Golfe Clube, Luiz Eduardo de Castro, avalia que, a cada ano que passa, o torneio vem se firmando mais e mais no cenário estadual. “Esta época não é a mais propícia para uma competição, pois, devido à falta de chuva, o gramado fica seco demais, e as tacadas não saem perfeitas. Além disso, este período costuma registrar ventos fortes, que podem atrapalhar os jogadores. Em todo caso, mantivemos a disputa para este mês, pois acreditamos que se trata de uma contribuição do golfe aos festejos do aniversário da cidade”, afirma.

O local onde são realizadas as partidas tem cerca de quatro quilômetros de extensão e conta com nove buracos, razão pela qual os jogadores precisam dar duas voltas no campo para completar os 18 buracos.

Em média, uma partida costuma ter quatro horas e meia de duração. Ontem à tarde, por volta das 16h, o psicólogo Ataualpa Ribeiro Catalan, 31 anos, que jogou ao lado do empresário Luiz Araújo, 49 anos, conseguiu completar seu último buraco.

Eles haviam começado a jogar às 11h20. Estariam cansados? “É preciso estar em boas condições físicas para agüentar todo o percurso, mas não enjoa não”, afirmou Catalan.

Minutos depois, às 16h10, era a vez de Tarico Yoshiura, 75 anos, dar a sua última tacada no dia. Esposa de um dos fundadores do Bauru Golfe Clube (Tetsuro Yoshiura, falecido há 13 anos), ela não estava muito satisfeita com seus desempenho na tarde de ontem.

“Cometi muitos erros. Acho que ultrapassei as 60 tacadas. Também, ultimamente não tenho tido tempo para treinar”, justificou Tarico. Ela espera poder realizar uma melhor atuação, na tarde de hoje, quando o evento acaba.

O objetivo básico do golfe é completar os 18 buracos com o menor número possível de tacadas. O esporte foi criado na Escócia, a partir de um antigo jogo romano denominado paganica.

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