• ‘Tiroteio’ no bairro
Dois candidatos trocaram fogo sonoro ontem de manhã, em campanha no Núcleo Habitacional Mary Dota, um dos bairros mais populosos da cidade. Enquanto a carreata de Rosa Izzo (PDT) passava pela avenida Doutor Marcos de Paula Raphael, um caminhão e carros de som do peemedebista Rodrigo Agostinho iam e vinham pela avenida.
• Duelo dos decibéis
Enquanto Rosa acenava para os populares da caçamba de um utilitário, Agostinho optava pelo corpo-a-corpo a pé no comércio e residências. Ambos travaram uma disputa para sobrepor com carros de som a presença do adversário. Pelo menos no som o peemedebista superou Rosa Izzo, porque usou artilharia pesada. Foi impossível combater os decibéis do trio elétrico de Agostinho.
• Verde engole frango
Alguns quilos acima do peso ideal, o candidato a prefeito do PV, Clodoaldo Gazzetta, participou de um jogo pela manhã de ontem contra um time formado pela comunidade da Pousada da Esperança 1. Gazzetta atuou no gol durante 30 minutos e sofreu um “frango” memorável, em um dos três gols que sua equipe levou. Ao final, o placar ainda foi favorável aos verdes: 4 a 3, para sorte do goleiro...
• Domínio da oratória
O candidato a prefeito do Partido Verde disse que sob a trave relembrou a adolescência, quando chegou a atuar no gol da equipe infantil do Esporte Clube Noroeste e no time da escola Liceu Noroeste. “Pelo visto esqueceu tudo”, disse um correligionário. Gazzetta tem demonstrado nesta campanha que se por um lado esqueceu-se completamente dos fundamentos do futebol, por outro dominou o dom da oratória com categoria.
• Atacar ou não atacar?
Faltando 35 dias para as eleições e completados 11 dias de campanha no rádio e na TV, um vazio paira no ar: quando os candidatos de Bauru vão iniciar as críticas às propostas dos adversários? As coordenações de campanha, em sua maioria, atribuem a uma suposta falta de propostas dos adversários a inexistência de crítica. Assim todos jogam na retranca e, por isso, ninguém corre o risco de se expor.
• Cuidado com hipocrisia
É ponto pacífico que atacar a vida pessoal dos concorrentes é repugnante. Porém, soa hipocrisia dizer que não se faz críticas ao adversário apenas para posar de bom moço ou de boa moça. Apontar as falhas e defeitos dos adversários faz parte do debate eleitoral. Veja, por exemplo, a campanha presidencial norte-americana. Os eleitores querem saber o que os candidatos pensam uns dos outros.
• Elevando a temperatura
Arthur Monteiro Júnior, experiente militante de esquerda, coordenador da campanha da candidata a prefeita pelo PSOL, Márcia Camargo, avalia que, com a aproximação do dia da eleição, os candidatos devem engrossar o discurso. “A tendência é que as coisas esquentem e fiquem mais claras”, aposta.
• ‘Não tem como discutir’
João Lourenço, da campanha de Caio Coube (PSDB), diz que “tem candidato que nem plano de governo tem. Aliás, não tem nem proposta e vai fazer o que outro já fez. Deixou de fazer porque foi impedido pela Justiça. Outro aparece dizendo que vai pôr benzedeira no Posto de Saúde. Não tem nem como fazer uma discussão de plano de governo com os demais”, fazendo ataques indiretos.