Os candidatos a um cargo no Legislativo de várias cidades da região registraram seus “nomes fantasias” para serem lembrados nas urnas que serão usadas nas eleições municipais deste ano, em 5 de outubro. As associações do nome com a função que eles exercem ou apelidos de criança pelo qual são conhecidos são os mais comuns.
Alguns registros chegam a ser bizarros, como De Du Bate o Pé, um vigilante de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) que quer se eleger pelo Partido Verde a uma cadeira na Câmara Municipal.
Na mesma cidade, o candidato do PSB Clodoaldo Pedroso, um trabalhador rural, aparecerá na urna com o nome fantasia de Fatal.
A estratégia de relacionar o número ao nome fantasia, ainda que bizarro, não dá um resultado 100% positivo, na opinião do professor e especialista em marketing político da Unesp/Bauru, Willians Balan. “O candidato adota um codinome para se destacar dos demais para que o eleitor grave com mais facilidade. É uma forma prática de ser lembrado.”
Balan frisa que nas urnas eletrônicas basta digitar o número e aparece o nome e a foto do candidato. “Esses nomes fantasia acabam sendo bastante comentados entre os moradores da cidade, até porque é bizarro.”
A adoção do nome pelo qual são conhecidos, tipo João da Feira, acaba sendo a forma mais simples de relacionar o candidato ao número e de ser lembrado na hora do voto, especialmente em municípios de pequeno porte, aonde os moradores se identificam mais pela função que exercem do que pelo nome completo.
Em Agudos (13 quilômetros de Bauru), o candidato Antonio Aparecido Alves, um comerciante, registrou seu nome de guerra como “Tiquinho Borracheiro”, provavelmente como ele é conhecido entre os moradores.