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Sem cuidados, Bauru tem imagem ruim

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Manutenção preventiva. Parece uma coisa simples, mas a falta desse serviço acaba deixando toda Bauru com cara de desleixo. O descuido com a aparência da cidade vai desde o problema crônico do asfalto, até as pichações de aparelhos públicos. Além da falta de empenho da prefeitura, que não mantém um quadro de funcionários adequado para a manutenção dos espaços públicos, a população também não contribui com o aspecto da paisagem urbana. Além das pichações, o lixo jogado nas vias públicas e também o desleixo com as calçadas poderiam ser evitados se alguns moradores fizessem a sua parte.

Um dos principais cartões postais de Bauru, o Parque Vitória Régia contabiliza problemas. O lago está assoreado e em seu fundo ainda é possível encontrar pratos plásticos da comemoração do aniversário da cidade. Em uma das passarelas sobre o lago, faltava uma das grades de segurança. O Bauruzinho, obelisco inaugurado no dia 1º de agosto e pichado 20 dias depois, também estava com um adereço inusitado na tarde de segunda-feira passada. Em cada mão do mascote, colocaram uma sacolinha plástica cheia de lixo.

O anfiteatro está pichado, assim como a escadaria. Os banheiros permanecem fechados, mas mesmo assim o cheiro é insuportável. E o pior, ao lado deles existem dois bebedouros, o que torna o ato de beber água uma prova de coragem. E nem as crianças foram poupadas. No playground, dois escorregadores estavam quebrados e metade dos balanços também. De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o parquinho do Vitória Régia foi adotado pela iniciativa privada.

A universitária Carla Aveiro, 28 anos, conta que pelo menos duas vezes por semana visita o parque. “Venho ler, caminhar, passar o tempo”, conta. Para ela, o lugar merece ser melhor cuidado. “O lago está de dar dó”, avalia. Vindos do Espírito Santos, Pâmela dos Santos e Lucas Loubach elogiaram o cartão postal bauruense, mas apontaram alguns problemas. Para ele, o público poderia ter uma assistência melhor. “O banheiro é muito difícil de usar”, avalia. Para ela, é preciso melhorar a segurança. “À noite, precisa de mais iluminação”, pontua.

Já no Bosque da Comunidade, na Vila Universitária, a falta de manutenção é percebida logo na entrada principal. O bebedouro está sem alguns azulejos e muitos bancos estão quebrados. Os banheiros possuem pias, mas em um deles falta torneira. Além disso, estão com vidros quebrados.

Nem a locomotiva, uma das marcas registradas do bosque, recebe o cuidado necessário. Ela está com um vidro quebrado e os dormentes dos trilhos estão à beira da ruína. As crianças também não podem brincar tranqüilamente no parquinho. O escorregador está quebrado e para evitar acidentes, foi interditado com uma tela enferrujada.

Na semana passada, o militar reformado Edilson José Sarti, 52 anos, acompanhava as duas filhas que brincavam no local e lamentava a situação. “Venho sempre aqui e parece que está um abandono total. A ponte de brinquedo está quebrada há dois meses e ninguém arruma”, critica.

Outro lugar que chama a atenção pela falta de cuidado são as quadras esportivas que ficam ao lado da avenida Nuno de Assis. Os banheiros estão destelhados e as quadras mal cuidadas. Não existe rede nas traves dos gols e nem tabelas para o jogo de basquete.

No Centro, a Praça Rui Barbosa também precisa de uma intervenção. O trilho de pastilhas no chão está se desfazendo. Os pontos de táxi, o banheiro e o arco que fica no lado da rua 1º de Agosto estão pichados. Isso sem falar no chafariz, que não funciona e está depredado. O coreto, que pode ser tombado pelo seu valor histórico, precisa de mais uma reforma. Uma das grades originais foi substituída e a pintura do teto está descascando.

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