Bandeirantes - O estupro de uma estudante dentro de uma república estudantil, em Bandeirantes (409 quilômetros de Curitiba), motivou um protesto de universitários que fechou o comércio da cidade por uma hora e meia na tarde de ontem. A manifestação foi organizada por estudantes da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp).
Na última sexta-feira, uma estudante de 18 anos da universidade foi estuprada após a república onde mora ter sido invadida. A moça denunciou o caso à Polícia Civil, que prendeu um suspeito, de 21 anos. “A violência sexual é preocupante, não foi o primeiro caso que ocorreu”, disse o estudante de agronomia Gustavo Zacante, 24 anos, um dos organizadores do protesto.
A manifestação reuniu 1.500 pessoas e teve apoio dos comerciantes de Bandeirantes, que paralisaram o comércio por uma hora e meia, entre 13h e 14h30. “Esse foi o primeiro caso de estupro comunicado à polícia e o suspeito já está preso. Há alguns meses tivemos notícia de outro estupro, mas não houve denúncia e é difícil agir sem colaboração da vítima”, afirmou o delegado Alessandro Luz.
Exames deverão indicar se o suspeito preso cometeu violência sexual contra a estudante. O pai da vítima - que pediu para não ser identificado - disse à reportagem que sua filha reconheceu o suspeito durante acareação.
Além da Uenp, Bandeirantes tem outra universidade particular. A cidade abriga cerca de 2.500 estudantes, valor que representa quase 10% da população de 33.729 habitantes do município. A maior parte dos estudantes é oriunda do Interior paulista e do Paraná. Os alunos vivem, em sua maioria, nas cerca de 350 repúblicas estudantis da cidade.
O diretor do campus de Bandeirantes da Uenp, Eduardo Rando, disse que a violência contra estudantes é um motivo de preocupação na universidade. “O problema é que as invasões e os crimes ocorrem fora do campus, e não temos controle sobre isso”, afirmou Rando.