Política

Campanha fica agressiva nos bairros

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A terceira semana de campanha eleitoral na TV começou na calmaria, mas nas reuniões com moradores, sobretudo em bairros da periferia, o tom da disputa municipal já se elevou. Rosa Izzo (PDT) partiu para o ataque contra os tucanos e em seus discursos nos bairros mais distantes do Centro não deixa dúvidas de sua estratégia em tentar posicionar Caio Coube (PSDB) ao lado dos ricos. Enquanto isso, Rodrigo Agostinho (PMDB) também já apresenta problemas contra a candidatura do grupo do ex-prefeito Izzo Filho em suas andanças.

O conteúdo sóbrio dos programas de TV não se repete nas reuniões. Enquanto no seminário realizado pelo Sindicato dos Engenheiros (Seesp), anteontem, Caio pontuava críticas contra o endividamento gerado nas gestões passadas e escolhia o viaduto inacabado e os Lotes Urbanizados (programa de Izzo Filho) como os “ícones dos equívocos” administrativos da cidade, o tucano recebia ataques à gestão tucana na área de saúde.

Ontem, em reunião com moradores na quadra 33 da rua Bernardino de Campos, no Núcleo Joaquim Guilherme, a pedetista Rosa Izzo inflamou seu discurso na direção da busca pela polarização com o empresário. “O médico do Pronto-Socorro tem de ligar para Botucatu para tentar vaga no Hospital Estadual (HE). Isso é um absurdo. É preciso que a prefeitura lute pelo povo, fazendo cota responsável com o HE e exigindo vagas”, lançou.

Ainda sobre saúde, Rosa afirmou aos moradores que a gestão do HE é de um grupo “de médicos que são professores que montaram uma fundação, mas não tem nada a ver com a faculdade de Botucatu. Tem de mudar isso”. Mais enfática, a candidata ainda disparou que “querem entregar o DAE para a Sabesp e eu digo não à privatização e à municipalização do ensino. A zona sul tem iluminação nova na Getúlio e na periferia tem criança sendo atacada porque não tem asfalto e está no escuro. Vou fazer asfalto de graça”, completou.

A pedetista também aponta na direção da vitimização, mencionando, sem especificar situações ou nomes, que alguém espalhou que “meu filho está preso e ele está estudando no Rio de Janeiro. Bloquearam todos os nossos bens e até carros para prender o Izzo. Mas eu vou aos lugares de cabeça erguida e eles se esquecem que o Izzo deu aula e seus alunos o adoram como professor”.

Em campanha em outro bairro da cidade, a estrutura pedetista identificou que o candidato peemedebista Rodrigo Agostinho (PMDB) já não poupa o grupo izzista em suas manifestações e pontua os graves problemas financeiros gerados na prefeitura durante o governo Izzo.

Por enquanto, o que ainda não apareceu claramente nas reuniões nos bairros é a reação tucana aos ataques. Do lado do PDT, fica claro que não interessa a Rosa polemizar com Rodrigo. De certo, têm-se que os próximos 30 últimos dias de campanha, entretanto, não terão mais a temperatura fria da etapa inicial.

Ontem à noite, o candidato Rodrigo Agostinho (PMDB) gravou programas de televisão, o que também foi realizado por Clodoaldo Gazzetta (PV). O candidato do Partido Verde ainda utilizou boa parte da sua agenda da terça-feira para elaborar defesa no processo judicial movido contra a utilização de conteúdos de governo da prefeitura de Pederneiras, Ivana Camarinha (PV), na campanha local.

O PV contesta a representação e argumenta que Gazzetta não está pedindo votos para Ivana, mas apenas dando exemplo de programas desenvolvidos da vizinha cidade. Outro ponto levantado pelo PV é que outros candidatos também se utilizam de políticos ou ações de outras localidades, como, por exemplo, o governador José Serra na campanha tucana.

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